quinta-feira, junho 4, 2026

Acordo Mercosul-UE pode ampliar exportações, atrair R$13,6 bilhões em investimentos e gerar R$ 37 bilhões no PIB, governo aposta em trunfo eleitoral

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Governo afirma que Acordo Mercosul-UE reduzirá tarifas, fortalecerá agronegócio e indústria brasileira, e será usado politicamente como prova de retomada da diplomacia

A Câmara dos Deputados aprovou os termos do Acordo Mercosul-UE, e o texto segue agora para o Senado para o último aval interno.

Negociado por mais de 25 anos, o tratado prevê redução gradual de tarifas, regras comuns para produtos industriais e agrícolas, e maior abertura para investimentos e compras públicas.

O governo avalia que o acordo pode ampliar exportações, atrair capitais e ser explorado como trunfo eleitoral, conforme informação divulgada pelo g1.

Projeções econômicas e números oficiais

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o acordo pode gerar impacto positivo de cerca de 0,34% no PIB brasileiro, o equivalente a aproximadamente R$ 37 bilhões, além de elevar o investimento em 0,76% (cerca de R$ 13,6 bilhões).

O governo também projeta queda média de preços ao consumidor e aumento da competitividade, resultado da redução de tarifas e da maior integração com o mercado europeu.

Como o Acordo Mercosul-UE deve beneficiar exportadores

Uma das apostas centrais da administração é o ganho de acesso ao mercado europeu, especialmente para o agronegócio, que pode ganhar espaço em segmentos com regras sanitárias e tarifas reduzidas.

Além do agronegócio, o texto prevê regras comuns que podem favorecer a indústria ao facilitar a entrada em cadeias globais de produção e ao estimular a modernização por meio de maior concorrência e investimentos.

Segurança jurídica, investimentos e compras públicas

O governo destaca que o Acordo Mercosul-UE trará maior segurança jurídica para investidores, abertura de compras públicas e estímulo à atração de capital estrangeiro, o que, segundo técnicos, pode acelerar projetos de inovação e modernização industrial.

Esses efeitos, combinados, são apresentados internamente como forma de fortalecer a inserção internacional do Brasil e diversificar parceiros comerciais.

Implicações políticas e próximos passos

Na esfera política, a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva vê o avanço do acordo como um ativo, ao apresentar o resultado como demonstração de capacidade de articulação externa e de retomada da diplomacia brasileira.

Para entrar em vigor, é necessário que todos os países do Mercosul e da União Europeia aprovem internamente as cláusulas do tratado, e o Brasil ainda precisa do aval final do Senado para concluir a ratificação interna.

O governo espera explorar o acordo como argumento de campanha, destacando geração de empregos, abertura de mercados e fortalecimento da imagem do Brasil no exterior, enquanto analistas e setores da sociedade acompanham os desdobramentos e os riscos de ajustes regulatórios.

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