quinta-feira, junho 4, 2026

Acordo UE-Mercosul ganha aprovação provisória na UE, reveja os 25 anos de negociações, impactos e os passos que faltam para a ratificação nos parlamentos

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Linha do tempo detalhada, desde o Tratado de Assunção em 1991 até a aprovação provisória em 2026, e como o pacto que prevê eliminação gradual de tarifas sobre cerca de 90% do comércio bilateral avança

A aprovação provisória pelo bloco europeu abre uma nova etapa nas negociações que duram mais de duas décadas, com impacto direto em exportadores, consumidores e cadeias produtivas.

O texto final busca eliminar tarifas, harmonizar regras para serviços e compras públicas e criar condições para maior integração comercial entre os dois continentes.

A tramitação ainda depende de votações nos parlamentos europeus e sul-americanos, e os debates incluem compromissos ambientais e proteções ao setor agrícola, conforme informação divulgada pelo g1.

O que a União Europeia aprovou

Os países da União Europeia aprovaram o acordo comercial com o Mercosul nesta sexta-feira (9).

A decisão abre caminho para a assinatura formal do tratado, prevista para o dia 17 de janeiro.

Para entrar em vigor, o tratado ainda precisará ser aprovado pelo Congresso Europeu e pelos legislativos dos países sul-americanos.

Principais pontos do texto final

O acordo prevê a eliminação gradual de tarifas sobre cerca de 90% do comércio bilateral e regras comuns para serviços e compras públicas.

O objetivo declarado é facilitar trocas comerciais, reduzir custos e permitir maior concorrência em setores como agricultura, indústria e serviços, embora a extensão dos benefícios varie por produto e país.

Como se formou o caminho até aqui

Tudo começou em 1991, quando Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai assinaram o Tratado de Assunção, que criou o Mercosul.

Em 1995, os dois blocos assinaram o Acordo-Quadro de Cooperação Inter-regional, que definiu bases políticas, institucionais e econômicas, além de mecanismos de diálogo, cooperação técnica e incentivo a investimentos.

As negociações comerciais começaram oficialmente em 1999, e, após fases de avanços e paralisações, Foi apenas em 2019 que Mercosul e União Europeia anunciaram a conclusão técnica do acordo político.

Controvérsias, ambiente e próximos passos

Entre 2020 e 2022, a UE passou a exigir compromissos ambientais mais rigorosos, relacionados ao combate ao desmatamento e à aplicação do Acordo de Paris.

Em 2023, foi apresentado um instrumento ambiental adicional. O Mercosul aceitou parte das propostas, mas criticou a previsão de sanções unilaterais.

Os blocos consolidaram o texto final em 2024, após revisão jurídica e articulação política, Em 2025, porém, a aprovação enfrentou resistência de países europeus com setores agrícolas fortes, como França, Polônia e Irlanda, Por fim, em 2026, a União Europeia aprovou provisoriamente o acordo, abrindo caminho para a assinatura formal e para a criação da maior área de livre comércio do mundo.

Com a aprovação provisória da UE, o foco agora se volta para a ratificação nos parlamentos nacionais e para os detalhes da implementação, que definirão quem ganha e quem precisa se adaptar com mais rapidez.

O acordo UE-Mercosul seguirá sob escrutínio público, negociações técnicas e pressões políticas, e o calendário legislativo de cada país será decisivo para a entrada em vigor do tratado.

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