Advogada do Goldman Sachs deixa o banco por escândalo Epstein, Kathryn Ruemmler pede demissão após mensagens que revelam proximidade com Jeffrey Epstein
Saída confirmada pelo CEO David Solomon, a demissão será efetiva em 30 de junho, e a executiva afirma ter pedido para evitar que a atenção da mídia se torne uma distração
Kathryn Ruemmler, principal consultora jurídica do Goldman Sachs, pediu demissão do banco de Wall Street após virem a público mensagens que mostram sua proximidade com o criminoso sexual Jeffrey Epstein.
A decisão, anunciada pelo CEO David Solomon, ocorre depois que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou comunicações que passaram a ser alvo de forte escrutínio público e da imprensa.
Ruemmler informou que optou pela saída para que, segundo ela, ‘a atenção da mídia’ em torno de seu nome ‘se torne uma distração’ para o banco, conforme informação divulgada pelo g1.
O que motivou a demissão
O banco informou que a saída de Ruemmler será efetiva a partir de 30 de junho. A movimentação ocorre após novas revelações de mensagens trocadas entre a advogada e Epstein, publicadas pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que reacenderam críticas à relação entre os dois.
Inicialmente, o Goldman Sachs havia manifestado apoio à executiva, mas a imprensa passou a considerar a saída praticamente certa após a divulgação das interações, que incluem conversas de tom pessoal e profissional.
O teor das mensagens e repercussão
Reportagens afirmam que algumas mensagens mostram Ruemmler se referindo a Epstein como ‘querido’ e ‘Tio Jeffrey’. Em outras, aparecem questionamentos sobre os crimes cometidos por ele.
De acordo com o Wall Street Journal, Ruemmler foi uma das três pessoas que receberam ligações de Epstein após sua prisão em julho de 2019, por acusações de tráfico sexual de menores. Essas ligações e as mensagens agora divulgadas intensificaram a pressão sobre a executiva.
Trajetória profissional de Ruemmler
Ruemmler trabalhava no Goldman Sachs desde 2020. Antes, atuou no escritório Latham & Watkins, e ocupou cargos no Departamento de Justiça entre 2009 e 2011, durante o governo Barack Obama, seguindo como conselheira jurídica na Casa Branca até junho de 2014.
O CEO David Solomon, em comunicado, afirmou respeitar a decisão da executiva e agradeceu a Ruemmler pela ‘qualidade de suas orientações jurídicas em temas relevantes’ para o grupo, segundo veículos que cobriram o caso.
Consequências para o banco e próximos passos
Em nota, o Goldman Sachs disse que aceitará a saída e seguirá com transição até 30 de junho. A demissão abre espaço para questionamentos sobre governança e gerenciamento de risco reputacional na instituição.
Analistas e fontes da mídia indicam que o banco terá de lidar com os desdobramentos da divulgação das mensagens e com a busca por um substituto que assegure estabilidade jurídica e de imagem, enquanto investigações e reportagens continuam a trazer novos detalhes do caso.