Afastamentos do trabalho em 2025 registram alta entre 2021 e 2025, dorsalgia e hérnia de disco são as principais causas, e saúde mental ganha peso com mais de 546 mil casos
O Brasil teve cerca de 4 milhões de afastamentos do trabalho por doença em 2025, o maior número em cinco anos, segundo levantamento obtido junto ao Ministério da Previdência Social.
As dores na coluna continuam no topo das concessões de benefícios, enquanto os transtornos mentais ampliam sua participação nas licenças e já aparecem como segundo maior motivo de afastamento.
Os dados ajudam a traçar quais doenças mais têm tirado trabalhadores do emprego e a entender o funcionamento do benefício por incapacidade temporária, conforme informação divulgada pelo g1
Principais causas dos afastamentos
As doenças da coluna lideraram as concessões em 2025, com a dorsalgia, ou dor nas costas, em primeiro lugar, com 237.113 pedidos concedidos no ano.
Logo atrás aparecem os outros transtornos de discos intervertebrais, como a hérnia de disco, responsáveis por 208.727 afastamentos.
Ao mesmo tempo, o país registrou mais de 546 mil afastamentos por saúde mental em 2025, um novo recorde que consolida o crescimento de licenças motivadas por ansiedade, depressão e outros transtornos mentais.
Como funciona o benefício do INSS
O benefício é concedido pelo INSS quando o segurado precisa se afastar do trabalho por mais de 15 dias e passa por perícia médica.
Durante os primeiros 15 dias, o salário é pago pela empresa. A partir do 16º dia, caso a perícia reconheça a incapacidade temporária, o trabalhador passa a receber o valor pago pelo INSS.
Para ter direito à licença, o trabalhador precisa apresentar laudos, atestados e exames médicos que comprovem a condição de saúde, e uma mesma pessoa pode ser afastada mais de uma vez ao longo do ano, em licenças distintas, sendo cada afastamento contabilizado separadamente nas estatísticas oficiais.
O crescimento das licenças por saúde mental e implicações
O avanço das licenças por transtornos mentais, agora entre os maiores motivos de afastamento, aponta para uma mudança no perfil de pedidos de benefício, com impacto direto sobre o volume de concessões do INSS e sobre a capacidade de resposta das empresas aos casos de adoecimento.
O aumento nas contagens de afastamentos do trabalho pressiona gestores, seguradoras e políticas públicas, e ressalta a necessidade de prevenção, programas de saúde ocupacional e de acompanhamento clínico para reduzir reincidências.
Com cerca de 4 milhões de afastamentos em 2025, o país vive um cenário de alta na incapacidade temporária, e a concentração em doenças da coluna e transtornos mentais indica áreas prioritárias para intervenção, reabilitação e retorno ao trabalho.