Agibank IPO faz Marciano Testa entrar na lista de bilionários, participação de 63% avaliada em US$ 1,1 bilhão após estreia em Nova York
Com ações fechando em queda, Agibank IPO avalia fatia de Marciano Testa em US$ 1,1 bilhão, controle permanece por ações classe B que concentram a maioria dos votos
O fundador do Agibank, Marciano Testa, passou a figurar na lista de bilionários após a estreia da instituição na Bolsa de Nova York, por meio de uma oferta inicial de ações, o Agibank IPO ganhou destaque internacional e impactou a avaliação do controlador.
A operação teve ajustes de última hora no preço e no volume ofertado, e as ações fecharam em queda no primeiro dia, um sinal de cautela dos investidores diante da abertura de capital.
As mudanças não evitaram que a participação de Testa recebesse avaliação bilionária, em valor de mercado, o que reacende o debate sobre ofertas de empresas brasileiras nos Estados Unidos.
conforme informação divulgada pelo g1.
Desempenho do dia de estreia
As ações do Agibank fecharam o primeiro dia em queda de cerca de 10%, depois que a companhia reduziu, de última hora, tanto o preço quanto o volume de papéis ofertados. A reação do mercado no fechamento transformou a percepção inicial sobre o Agibank IPO, apesar do interesse que levou a empresa ao pregão em Nova York.
Ainda assim, a participação de aproximadamente 63% de Testa na empresa passou a valer cerca de US$ 1,1 bilhão (cerca de R$ 5,6 bilhões), considerando o preço de fechamento de US$ 10,75. Esse valor coloca o fundador entre os bilionários, segundo avaliações de mercado.
Quem é Marciano Testa
Natural do Rio Grande do Sul, Testa, de 49 anos, iniciou sua trajetória ao criar a Agiplan, que deu origem ao Agibank, e manteve o controle da fintech por meio de ações especiais.
Testa manteve o controle do Agibank por meio de ações especiais da classe B, que concentram quase todo o poder de voto. Essas ações não são negociadas em Bolsa, mas podem ser convertidas em ações ordinárias caso o fundador decida vender parte da participação.
Além do banco, ele é cofundador e presidente do Instituto Caldeira, iniciativa privada voltada à aceleração da transformação digital no Rio Grande do Sul.
Modelo de negócio e clientes
O Agibank atua com uma plataforma digital combinada a mais de mil pontos físicos e tem mais de 6,4 milhões de clientes ativos, segundo o site oficial da empresa. A instituição foca no crédito consignado para aposentados, com parcelas descontadas diretamente dos benefícios do INSS, e em serviços para consumidores de renda mais baixa.
Essa combinação de presença digital e pontos físicos foi central para o crescimento da companhia, que levou a oferta ao mercado americano com foco em expansão e diversificação.
Impacto do Agibank IPO e contexto
A abertura de capital do Agibank é o segundo grande IPO de uma empresa brasileira nos Estados Unidos desde 2021, sinalizando uma retomada das ofertas ligadas à maior economia da América Latina.
A operação ocorre após listagens recentes de outras fintechs brasileiras em bolsas americanas, e vem após o IPO do Nubank, que marcou um movimento anterior relevante no mercado externo.
Para investidores e observadores, o Agibank IPO traz lições sobre precificação e governança em ofertas internacionais, especialmente quando o fundador preserva o controle por meio de ações com direito a voto concentrado.
No cenário, nomes como David Vélez, fundador do Nubank, seguem com fortunas associadas à participação nas empresas listadas, e a estreia do Agibank amplia o debate sobre o apetite por ações brasileiras no exterior.