quinta-feira, junho 4, 2026

Agricultores franceses bloqueiam Paris contra o acordo UE-Mercosul e exigem fim do abate por dermatite nodular enquanto votação se aproxima

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Mobilização em Paris intensifica debate sobre o acordo UE-Mercosul, com reclamações sobre segurança sanitária e medidas para conquistar apoio do setor agrícola

Tratores e manifestantes bloquearam ruas e circularam por pontos emblemáticos de Paris, exigindo mudanças no texto e o fim da política de abate por casos de dermatite nodular.

O protesto, organizado por sindicatos agrícolas, paralisou trechos centrais da cidade e levou máquinas até o entorno do Arco do Triunfo, tornando a capital palco da pressão contra o pacto comercial.

Os atos ocorrem enquanto a União Europeia tenta fechar apoio para o acordo UE-Mercosul, com medidas destinadas a ganhar o setor do agro, conforme informação divulgada pelo g1

O que pedem os manifestantes

Os agricultores pedem o fim da política de abate de bovinos atingidos pela dermatite nodular, doença contagiosa que virou um dos pontos centrais do protesto.

Além da questão sanitária, os produtores reclamam do impacto do acordo sobre preços e concorrência, e querem garantias concretas para proteger a produção local.

Imagens mostraram tratores estacionados em frente ao Arco do Triunfo durante a manifestação do sindicato Coordenação Rural, e moradores relataram bloqueios e barricadas em chamas em algumas áreas.

Pressão política e posição francesa

O governo da França, historicamente contrário ao pacto, tenta equilibrar concessões obtidas com a reação do setor e o cenário eleitoral interno.

A porta-voz do governo, Maud Brégeon, afirmou, em entrevista, que, “Este tratado ainda não é aceitável”, frase que ressalta a sensibilidade política do tema.

A ministra da Agricultura, Annie Genevard, disse que, mesmo com apoio de países da UE, a França continuará a combater o acordo no Parlamento Europeu, onde a aprovação também será necessária.

Concessões da UE e votação próxima

Para tentar conquistar apoio do agro ao acordo UE-Mercosul, o bloco europeu afirmou que vai adotar medidas como a redução de tarifas de fertilizantes, o que foi divulgado como forma de amenizar a resistência do setor.

O acordo conta com o apoio de países como Alemanha e Espanha, e a Comissão trabalhou para obter também a sinalização positiva da Itália.

Um aval de Roma significaria votos suficientes para aprovar o tratado com ou sem o apoio francês, e a votação sobre o acordo foi indicada como esperada para sexta-feira, dia 9.

Consequências e próximos passos

Se aprovado, o acordo UE-Mercosul terá impactos comerciais e sanitários que continuam gerando debate entre governos e produtores.

Enquanto isso, as mobilizações rurais em Paris mantêm a pressão sobre autoridades francesas e europeias, e acompanham de perto as negociações finais e a tramitação no Parlamento Europeu.

Fontes e declarações citadas acima foram obtidas conforme informação divulgada pelo g1.

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