Alckmin avalia que sanções dos EUA ao Irã não devem afetar o Brasil, afirma que relação comercial é pequena e impacto no agro será limitado

Alckmin diz que as sanções dos EUA ao Irã, incluindo sobretaxa a países que mantêm comércio com Teerã, tendem a ter efeito reduzido sobre o mercado e exportações brasileiras

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que uma eventual sanção dos Estados Unidos ao Irã não deve atingir o Brasil de forma significativa.

Ele avaliou que a participação brasileira nas trocas com o Irã é limitada, e que a aplicação de sobretaxas pelos EUA seria complexa em escala global.

Conforme informação divulgada pelo g1, Alckmin falou sobre o tema durante o programa Bom Dia Ministro.

O que disse Alckmin

Sobre a possibilidade de punições americanas, Alckmin destacou que “Estados Unidos colocou que não quer que haja comércio com o Irã, mas o Irã tem 100 milhões de pessoas. A maioria dos países têm algum tipo de exportação [com o país do Oriente Médio], a nossa relação comercial com o Irã é pequena”.

Ele também afirmou que “Acho que a questão da supertarifação é difícil de ser aplicada. Teria que aplicar em mais de 70 países do mundo [que também fazem comércio com o regime iraniano]”.

Contexto da medida anunciada pelos EUA

Na última segunda-feira, 12, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que vai impor uma punição a países que fizerem negócios com o Irã, em meio à escalada de tensão entre os dois países, segundo reportagem.

A decisão, porém, ainda não foi formalizada, e a proposta mencionada pelos EUA prevê a cobrança de uma sobretaxa de países que realizarem transações com o mercado americano.

Impacto nas exportações agrícolas brasileiras

Embora o vice tenha relativizado o efeito sobre o Brasil, os números mostram que o Irã tem algum peso no comércio do agro.

Nas exportações, o Irã ocupou a 11ª posição entre os países para os quais o agro brasileiro mais vendeu em 2025, conforme o Agrostat, banco de dados do Ministério da Agricultura.

Possíveis desdobramentos

Analistas apontam que a aplicação prática de sanções extraterritoriais é complexa, por envolver múltiplos parceiros comerciais e cláusulas no comércio internacional.

O governo brasileiro, por ora, avalia o cenário com cautela, ante a falta de formalização da medida pelos EUA, e acompanha negociações e ajustes que possam vir a ser anunciados.

Esta reportagem está em atualização.