Alckmin diz que 30% dos exportadores brasileiros vendem à UE, acordo Mercosul-União Europeia, maior zona de livre comércio do mundo, será assinado em breve e valerá em 2026

Vice-presidente afirma que cerca de 9 mil empresas, 30% dos exportadores brasileiros, já negociam com a União Europeia, e que o acordo Mercosul-União Europeia ampliará comércio, investimentos e compromissos climáticos

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, comemorou nesta sexta-feira a confirmação provisória da aprovação do acordo entre o Mercosul e a União Europeia.

Alckmin destacou o alcance do pacto para empresas brasileiras, apontando ganhos em investimentos, regras comerciais e compromissos ambientais, e afirmou que a assinatura ocorrerá em breve no Paraguai.

Segundo Alckmin, 30% dos exportadores brasileiros vendem produtos para países da União Europeia, cerca de 9 mil empresas, conforme informação divulgada pelo g1.

O que disse Alckmin sobre o acordo

Na avaliação do vice-presidente, a iniciativa é positiva para ambos os blocos porque, segundo ele, “Este acordo fortalece o multilateralismo, o comércio entre os dois blocos, comércio com regras, promove investimentos, devemos ter mais investimentos europeus no Mercosul, fortalece a sustentabilidade, porque Brasil assume compromisso de combate às mudanças climáticas. É ganha-ganha. Produtos mais baratos e de melhor qualidade“.

Alckmin também detalhou o calendário esperado, afirmando que o acordo deve ser assinado nos próximos dias no Paraguai e começar a valer em 2026.

Impacto econômico e dimensão do tratado

O governo destaca que o pacto integrará dois dos maiores blocos econômicos do mundo, “reunindo cerca de 720 milhões de pessoas e Produto Interno Bruto (PIB) de mais de US$ 22 trilhões de dólares”, o que amplia acesso a mercados e deve influenciar setores além do agronegócio.

Para o Brasil, maior economia do Mercosul, o tratado amplia o acesso a um mercado de cerca de 451 milhões de consumidores e tende a estimular investimentos e a competitividade da indústria nacional.

Etapas para aprovação e vigência

Alckmin lembrou que há etapas internas a serem cumpridas após a assinatura. Ele afirmou textualmente, “Tem que aprovar lei no Congresso brasileiro. Há a necessidade de internalizar. Primeiro, assina. Depois de assinado, a Europa internaliza pelo parlamento europeu. No Mercosul, cada país faz sua lei. Nossa expectativa é fazer nesse semestre“.

Os países da União Europeia confirmaram a aprovação provisória nesta sexta, informação divulgada pela presidência rotativa do bloco, o Chipre, que indicou apoio amplo dos estados-membros.

O que muda na prática

De forma geral, o acordo prevê redução ou eliminação gradual de tarifas, além de regras comuns para comércio de bens industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios, o que pode tornar produtos mais baratos e diversificar mercados para empresas brasileiras.

A expectativa oficial é que, com o processo de internalização legal nos parlamentos envolvidos, o acordo cesse barreiras comerciais de longa data entre os blocos, trazendo alterações graduais ao comércio exterior a partir de sua entrada em vigor.