Alerta no Pentágono: Secretário de Defesa Pete Hegseth Colocou Tropas em Risco em Bombardeio Secreto no Iêmen Usando App de Mensagens
Investigação do Pentágono Aponta Risco de Segurança por Secretário de Defesa em Uso de App de Mensagens
O Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, está no centro de uma investigação após ter supostamente colocado tropas americanas em risco ao utilizar um aplicativo de mensagens não seguro para coordenar um bombardeio contra rebeldes Houthis no Iêmen. O incidente, que veio à tona em março, envolveu o compartilhamento de informações ultrassecretas através do aplicativo Signal, levantando sérias preocupações sobre a segurança de dados sigilosos do Departamento de Defesa.
A polêmica ganhou destaque quando um jornalista foi acidentalmente incluído em um grupo de mensagens onde estratégias de ataque estavam sendo discutidas. Este vazamento expôs a vulnerabilidade do sistema de comunicação utilizado, gerando repercussão imediata no Congresso dos EUA e pressionando a administração a tomar medidas rigorosas.
A investigação independente, conduzida pelo gabinete do inspetor-geral do Pentágono, Steven Stebbins, apura a conduta de Hegseth e outros servidores. O relatório aponta que o uso de um telefone pessoal e de uma rede não aprovada para transmitir dados sensíveis representa um **risco potencial de comprometimento de informações vitais**, o que poderia ter consequências danosas para o pessoal do Departamento de Defesa e para o sucesso das missões.
Uso de App Não Autorizado para Informações Ultrassecretas
Conforme detalhado no relatório do Pentágono, o Secretário de Defesa Pete Hegseth utilizou o aplicativo Signal para compartilhar informações não públicas do Departamento de Defesa. Essas informações identificavam a quantidade e os horários de ataques planejados por aeronaves tripuladas dos Estados Unidos contra território considerado hostil. O Signal não é um canal autorizado pelo governo americano para o compartilhamento de informações sigilosas, que deveriam ser transmitidas por sistemas governamentais próprios.
O uso de tal aplicativo para discutir operações militares sensíveis é considerado uma falha grave de segurança. A investigação busca determinar a extensão do dano potencial e se houve negligência na proteção de dados ultrassecretos. A divulgação dessas informações, mesmo que não intencional para o público, expôs a fragilidade dos protocolos de segurança em vigor.
Jornalista Acessa Grupo Secreto de Mensagens
O incidente ganhou contornos ainda mais dramáticos quando o editor-chefe da revista “The Atlantic”, Jeffrey Goldberg, foi adicionado inadvertidamente a um grupo de mensagens no Signal. Neste grupo, estavam presentes figuras de alto escalão do governo americano, incluindo o próprio Pete Hegseth, o conselheiro de Segurança Nacional Mike Waltz, o vice-presidente J.D. Vance e o secretário de Estado Marco Rubio. O jornalista teve acesso a discussões estratégicas sobre os ataques iminentes contra os Houthis no Iêmen.
Goldberg relatou que a solicitação de amizade veio de um usuário identificado como “Michael Waltz”. A veracidade do conteúdo foi confirmada dias depois, quando os EUA efetivamente lançaram os ataques. O jornal “The New York Times” descreveu o episódio como uma **”falha extraordinária de segurança”**, destacando a gravidade do ocorrido.
Críticas a Aliados Europeus e Repercussão Política
O vazamento das mensagens também revelou fortes críticas de Vance e Hegseth a potências europeias aliadas dos EUA. Em discussões sobre os ataques aos Houthis, que impactam rotas marítimas cruciais, Vance observou que apenas “3% do comércio americano passa pelo Canal de Suez”, em contraste com os “40% do comércio europeu”. Ele expressou seu descontentamento, afirmando: **”Eu apenas odeio salvar a Europa de novo”**. Hegseth concordou prontamente, adicionando: **”Eu compartilho totalmente do seu desprezo pelos aproveitadores europeus. É PATÉTICO”**.
A “The Atlantic” também noticiou que, após os ataques, Waltz concedeu entrevistas elogiando as ações do governo Trump e criticando a abordagem da gestão Biden no Iêmen, que ele considerou “alfinetadas pouco efetivas”. O caso gerou forte reação no Congresso, com parlamentares exigindo medidas do governo, incluindo a possível demissão de Hegseth e Waltz. Donald Trump e Pete Hegseth minimizaram a polêmica, mas o presidente determinou uma **avaliação da segurança do Signal** para uso governamental.