Alexei Navalny foi envenenado com epibatidina, toxina de sapos da América do Sul, em colônia penal, concluem Reino Unido, França, Alemanha, Suécia e Países Baixos
Análises laboratoriais apontam presença de epibatidina em amostras de Alexei Navalny, toxina não encontrada naturalmente na Rússia, e indicam envenenamento em colônia penal há dois anos
Alexei Navalny morreu em 2024, e novas análises passam a sustentar que a causa foi intoxicação por uma toxina rara. Especialistas de vários países revisaram amostras coletadas do opositor russo, e os resultados mudam o foco da investigação sobre o caso.
Os laudos apontam para uma substância associada a anfíbios da América do Sul, algo que, segundo os governos envolvidos, não ocorre de forma natural na Rússia. A descoberta reacende questionamentos sobre o que aconteceu na colônia penal onde Navalny esteve detido.
As conclusões foram divulgadas por autoridades estrangeiras e têm implicações diplomáticas, ao mesmo tempo que o governo russo nega responsabilidades, conforme informação divulgada pelo g1.
O que mostram as análises
De acordo com o comunicado conjunto dos governos, os exames “confirmaram de forma conclusiva a presença de epibatidina, uma toxina encontrada em sapos venenosos da América do Sul e que não ocorre naturalmente na Rússia”. Essas análises levaram Reino Unido, França, Alemanha, Suécia e Países Baixos a afirmar que Alexei Navalny foi envenenado há dois anos em uma colônia penal.
Sobre a epibatidina
A epibatidina é uma toxina potente, associada a sapos venenosos da América do Sul, e pode levar à morte em doses pequenas. Sua identificação em amostras humanas é incomum fora do habitat desses anfíbios, o que torna o achado relevante para a investigação sobre a origem do envenenamento.
Reações e posicionamentos
Os países que assinaram a declaração conjunta disseram estar convencidos do envenenamento, e pedem esclarecimentos sobre como a substância chegou até Navalny enquanto ele estava em custódia. Em contraste, o governo russo nega qualquer responsabilidade pela morte de Alexei Navalny, mantendo uma posição de rejeição às acusações.
Contexto e próximos passos
O caso deve provocar novas solicitações de investigação internacional e pressão diplomática para acesso a registros e respostas das autoridades russas. Especialistas forenses e órgãos governamentais tendem a buscar rastros da cadeia de custódia das amostras e eventuais rotas de entrada da toxina, para esclarecer as circunstâncias do envenenamento.
À medida que novas informações oficiais forem divulgadas, será possível entender melhor a origem da epibatidina detectada e as responsabilidades associadas ao caso de Alexei Navalny.