António José Seguro é eleito presidente de Portugal com ampla vantagem sobre André Ventura, dizem prévias e boca de urna
António José Seguro vence o segundo turno em Portugal com percentuais apontados por apuração e pesquisas, e votação foi parcialmente adiada por tempestades
António José Seguro aparece confortavelmente à frente na apuração do segundo turno das eleições presidenciais em Portugal, segundo as primeiras prévias divulgadas após o fechamento das urnas.
Com 67% das urnas apuradas, as prévias mostram António José Seguro com 63% dos votos válidos, contra 27% de André Ventura, do partido Chega, e pesquisas de boca de urna também apontaram vitória ampla ao candidato do Partido Socialista.
As informações e números relatados a seguir foram divulgados à imprensa, conforme informação divulgada pelo g1.
Apuração, pesquisas e dados oficiais
Segundo as prévias, com 67% dos votos apurados, António José Seguro soma 63% dos votos válidos, contra 27% de André Ventura. Duas pesquisas de boca de urna divulgadas após o fechamento das urnas também apontaram a vitória, com Seguro com 67% a 73% dos votos, enquanto seu adversário ficou com 27% a 33%, conforme divulgado pela imprensa.
No primeiro turno, pesquisas e resultados já haviam indicado vantagem a António José Seguro, que obteve 31% dos votos, contra 23,49% de André Ventura.
Pesquisas prévias também apontavam um índice de rejeição alto a Ventura, cerca de 60% dos eleitores, segundo levantamentos citados pela imprensa.
Votação afetada por tempestades e adiamentos locais
As fortes tempestades que atingiram Portugal nas últimas semanas levaram ao adiamento da votação em algumas zonas do sul e do centro do país. Cerca de 37 mil eleitores, o que corresponde a 0,3% do total, foram afetados, segundo informações da Reuters citadas pela imprensa.
O adiamento levou críticas de André Ventura quando ele chegou para votar. Segundo a cobertura, Ventura afirmou, “Acho que foi desrespeitoso porque transformou alguns portugueses em cidadãos de primeira classe e outros em cidadãos de segunda classe. Acho que em muitas partes do país, as pessoas se sentem desrespeitadas”.
Em contrapartida, António José Seguro expressou solidariedade aos afetados e pediu participação, dizendo, “Espero que estas melhores condições meteorológicas permitam que as pessoas saiam para votar. Este é o momento em que o povo é soberano, em que cada voto conta e decide verdadeiramente o futuro do nosso país. Estamos a eleger o Presidente da República para os próximos cinco anos, o que é uma decisão muito importante. Expresso também a minha solidariedade a todas as famílias que estão a atravessar momentos difíceis em algumas partes do nosso país”.
Contexto político e legado presidencial
O pleito marca o fim de quase uma década com Marcelo Rebelo de Sousa na Presidência, figura de centro-direita conhecida por postura conciliadora e por conduzir o país durante crises políticas.
A necessidade de um segundo turno, algo que não ocorria em Portugal há 40 anos, reflete a fragmentação política observada no primeiro turno, e as pesquisas nas semanas anteriores já indicavam a tendência de vitória para António José Seguro.
Impactos das tempestades e cenário pós-eleição
Além do adiamento de locais de votação, tempestades recentes deixaram um rastro de destruição no país. No final de janeiro, a tempestade Kristin matou cinco pessoas e deixou quase meio milhão sem energia, conforme reportagens anteriores citadas pela imprensa.
Enquanto a apuração segue, analistas e eleitores observam se a vitória apontada nas prévias confirmará a tendência mostrada nas sondagens, e como o novo presidente irá lidar com os desafios climáticos e políticos que afetam Portugal.