Argentina e EUA assinam acordo sobre minerais críticos, incluindo lítio e cobre, para fortalecer cadeias de suprimento e atrair investimentos
O acordo cria um Instrumento-Quadro para reforçar o abastecimento de minerais críticos, promover investimentos produtivos e inserir a Argentina nas cadeias globais de lítio e cobre
A Argentina e os Estados Unidos assinaram um acordo sobre **minerais críticos**, voltado a tornar mais seguras e resilientes as cadeias de suprimento que envolvem insumos estratégicos, como **lítio** e **cobre**, e a atrair investimentos de longo prazo.
A assinatura ocorreu durante a Reunião Ministerial sobre Minerais Críticos convocada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e formalizou um **Instrumento-Quadro** para o fortalecimento do abastecimento em mineração e processamento de minerais críticos.
O governo argentino avalia que a iniciativa pode impulsionar um crescimento econômico e maior geração de empregos qualificados nas regiões produtoras, conforme informação divulgada pelo g1
O que diz o acordo e seus objetivos
O texto do acordo prevê medidas para consolidar cadeias de valor mais sólidas e diversificadas, criar um ambiente favorável à atração de investimentos produtivos de longo prazo e responder ao aumento da demanda global por tecnologias avançadas.
Segundo a chancelaria argentina, a parceria busca fortalecer o abastecimento em mineração e processamento de **minerais críticos**, ampliar a segurança de fornecimento e apoiar o desenvolvimento de capacidade local de processamento.
Dados e impacto nas exportações
O governo informou que as exportações do setor vêm em forte alta, e que as medidas do regime local incentivam investimentos, citando que as exportações de mineração do país alcançaram US$ 6,04 bilhões em 2025, segundo a pasta.
Em outra passagem do comunicado, o texto afirma que, “as exportações de mineração atingiram um recorde de US$ 6,037 bilhões, com crescimento interanual próximo de 30%”, ressaltando o efeito de estímulos e do Regime de Incentivo a Grandes Investimentos, RIGI.
Metas e projeções anunciadas
O governo projetou metas ambiciosas para a economia externa, com previsão de elevar as exportações totais para cerca de US$ 100 bilhões nos próximos sete anos, e com a mineração ganhando peso nesse avanço.
O comunicado aponta ainda que a mineração pode superar US$ 20 bilhões nesse período e alcançar mais de US$ 30 bilhões ao final da próxima década, destacando o papel dos **minerais críticos** na geração de divisas e empregos qualificados.
Desafios e próximos passos
Analistas e autoridades veem oportunidades, e também desafios, como a necessidade de regras claras, estabilidade macroeconômica e investimento em processamento local, para que a extração de **lítio** e **cobre** gere mais valor agregado internamente.
Nos próximos meses, espera-se que detalhes sobre facilitação de investimentos, transferência tecnológica e agenda bilateral sejam definidos entre Buenos Aires e Washington, visando transformar o acordo em projetos concretos nas províncias produtoras.