Argentina Mercosul acordos comerciais: governo quer reduzir restrições para firmar tratados bilaterais, ministro detalha acordo com os EUA e impacto em mineração
Argentina Mercosul acordos comerciais ganham impulso, ministro diz que busca reduzir restrições para permitir tratados bilaterais, enquanto tratado com os EUA inclui tarifas menores, cotas e investimento em mineração
O governo argentino anunciou que quer flexibilizar regras para que parceiros, dentro e fora do bloco, possam fechar acordos bilaterais com mais facilidade.
As declarações foram feitas em uma coletiva em que o ministro detalhou o pacto recém-anunciado entre Argentina e Estados Unidos.
As informações foram divulgadas em coletiva e detalhadas pelo g1, conforme informação divulgada pelo g1
O que disse o governo e a posição oficial
Segundo o ministro, “Todos os acordos bilaterais são permitidos dentro do Mercosul”, frase dita a jornalistas para explicar a intenção de reduzir barreiras internas.
A declaração busca sinalizar que Buenos Aires pretende facilitar negociações bilaterais, e que a iniciativa não excluiria nem condicionaria outros investimentos estrangeiros.
Principais pontos do acordo entre Argentina e Estados Unidos
O acordo anunciado prevê cooperação e investimentos dos EUA em toda a cadeia do setor na Argentina, desde a exploração até o refino, processamento e exportação, com redução de barreiras comerciais de longa data.
O documento estabelece que a entrada em vigor não é imediata, ela ocorre 60 dias depois da troca de notificações por escrito que confirmem a conclusão dos trâmites legais internos, ou em outra data que os países definirem.
Após vigorar, a Argentina deve zerar ou reduzir para cerca de 2% as tarifas aplicadas a milhares de produtos dos EUA, além de abrir cotas isentas para itens estratégicos, como 80 mil toneladas de carne bovina e 10 mil veículos.
Em contrapartida, os Estados Unidos eliminarão tarifas para determinados produtos agrícolas argentinos e limitarão eventuais sobretaxas a um teto de 10% sobre os demais bens.
Investimentos, insumos críticos e a relação com a China
O acordo inclui materiais críticos, em linha com a estratégia do governo americano de reduzir a dependência da China, hoje dominante na produção e no refino desses insumos essenciais para tecnologia, energia e defesa.
O ministro ressaltou, contudo, que a negociação com os EUA não impede que a China participe de investimentos no setor de mineração da Argentina, apontando abertura a múltiplos parceiros.
O embaixador e negociador comercial americano Jamieson Greer, que anunciou o tratado, afirmou que a expectativa é ampliar negócios que vão de veículos automotores a produtos agrícolas.
Implicações imediatas e o que observar adiante
A redução de tarifas e a abertura de cotas podem impulsionar as exportações dos EUA para a Argentina, e criar novas janelas de investimento no setor de mineração e na cadeia industrial.
Ao mesmo tempo, especialistas vão acompanhar os trâmites internos que definem a data de vigência e o alcance das medidas, e a reação de parceiros do Mercosul a uma maior flexibilização de acordos bilaterais.
O tema coloca novamente em foco a dinâmica entre integração regional e acordos externos, e sugere que a agenda comercial da Argentina, incluindo Argentina Mercosul acordos comerciais, deve ganhar nova centralidade nas próximas semanas.