Governo argentino busca flexibilizar regras para acordos bilaterais Mercosul, enquanto acordo com os EUA inclui cotas de carne, redução de tarifas e investimento na mineração
O governo da Argentina anunciou medidas para facilitar que países do bloco negociem fora do Mercosul, e ao mesmo tempo detalhou um acordo com os Estados Unidos que reduz tarifas e abre espaço para investimentos.
O ministro Sergio Quirno afirmou, em coletiva, que há abertura para tratados bilaterais e explicou pontos sobre participação de investimentos e matérias-primas críticas no país.
As informações sobre o posicionamento argentino e o conteúdo do tratado foram divulgadas pelo g1, conforme informação divulgada pelo g1.
O que prevê o acordo com os Estados Unidos
Segundo o texto do acordo, haverá cooperação e investimentos dos EUA em toda a cadeia do setor de mineração na Argentina, desde a exploração até o refino, processamento e exportação, além da redução de barreiras comerciais de longa data, conforme divulgado pelo g1.
O documento estabelece que o tratado não entra em vigor imediatamente, ele só passa a valer 60 dias depois da troca de notificações por escrito que confirmem a conclusão dos trâmites legais internos, ou em outra data que os países definirem, conforme informação divulgada pelo g1.
Após entrar em vigor, a Argentina deve zerar ou reduzir para cerca de 2% as tarifas aplicadas a milhares de produtos dos EUA, além de abrir cotas isentas para itens estratégicos, como 80 mil toneladas de carne bovina e 10 mil veículos. Em contrapartida, os EUA eliminarão tarifas para determinados produtos agrícolas argentinos e limitarão eventuais sobretaxas a um teto de 10%, conforme informação divulgada pelo g1.
Posição argentina sobre o Mercosul e acordos bilaterais
O ministro Sergio Quirno afirmou, textualmente, “Todos os acordos bilaterais são permitidos dentro do Mercosul”, defendendo uma interpretação mais flexível das regras do bloco para permitir acordos bilaterais Mercosul.
Quirno também disse que a negociação com os EUA não impede que a China participe de investimentos no setor de mineração da Argentina, e que os presidentes Donald Trump e Javier Milei continuarão a avaliar a possibilidade de reduzir as tarifas sobre o alumínio e o aço argentinos, conforme informação divulgada pelo g1.
Impactos econômicos e o que esperar a seguir
O embaixador e negociador comercial americano Jamieson Greer, que anunciou o tratado, espera ampliar negócios que vão de veículos automotores a produtos agrícolas, segundo o g1, o que pode aumentar exportações e fluxo de investimentos.
Especialistas e setores afetados devem acompanhar a troca de notificações e o prazo de 60 dias para a entrada em vigor, e também avaliar impactos sobre cadeias produtivas, competitividade e as regras do Mercosul, especialmente se houver avanço na flexibilização de regras para acordos bilaterais Mercosul.
Em resumo, a Argentina sinaliza uma mudança na postura comercial ao mesmo tempo em que busca atrair investimentos estratégicos, e o tratado com os EUA traz medidas concretas, como redução de tarifas e cotas, que devem ser acompanhadas nos próximos meses, conforme informação divulgada pelo g1.