Novo lote de mais de 3 milhões de páginas traz e-mails, fotos e vídeos, ligações entre Príncipe Andrew e Jeffrey Epstein, e alegação de encontro sexual em Windsor em 2010
Os arquivos liberados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos colocaram novamente o nome do Príncipe Andrew no centro de controvérsia pública, com imagens e documentos que sugerem contatos próximos com Jeffrey Epstein.
Uma das imagens mostra o ex-príncipe ajoelhado ao lado de uma mulher, cujo rosto foi ocultado nas imagens compartilhadas, e integra o grande volume de material tornado público na sexta-feira, dia 30.
As revelações incluem e-mails, fotografias e vídeos que aumentam a pressão para esclarecimentos, conforme informação divulgada pelo g1.
O que aparece nas imagens e documentos
O arquivo divulgado contém uma foto em que Príncipe Andrew aparece ajoelhado ao lado de uma mulher, O rosto dela foi ocultado nas imagens compartilhadas (veja acima). Essa imagem circulou entre outros materiais que compõem a nova remessa de documentos.
Entre os materiais divulgados, também foram encontrados e-mails em que Andrew convidava Epstein para conversar “em particular” no Palácio de Buckingham, segundo a agência AFP. Em outubro, ele foi destituído de todos os seus títulos reais e recebeu ordem para deixar sua luxuosa residência em Windsor.
Escopo dos arquivos e declarações oficiais
Na sexta-feira, o Departamento de Justiça divulgou mais de 3 milhões de páginas dos arquivos do caso de Jeffrey Epstein. Segundo o vice-procurador-geral, Todd Blanche, a nova leva inclui mais de 2 mil vídeos e 180 mil imagens, que têm “grandes quantidades de pornografia comercial”.
Todd Blanche afirmou ainda, sobre a revisão dos arquivos e a divulgação, “A divulgação de hoje marca o fim de um processo muito abrangente de identificação e revisão de documentos para garantir transparência ao povo americano e conformidade com a lei”.
Questionado sobre possível interferência da Casa Branca, ele disse, “Não protegemos Trump na divulgação dos arquivos”.
Alegações sobre encontro em 2010 e repercussão política
Neste domingo, a BBC citou um advogado norte-americano afirmando que uma mulher disse ter sido enviada por Epstein ao Reino Unido, quando tinha pouco mais de 20 anos, para um encontro sexual com Andrew. O episódio teria ocorrido em 2010, em uma propriedade real no Castelo de Windsor, segundo a agência Reuters.
As novas revelações também geraram reação política. No sábado, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que o ex-príncipe Andrew deveria depor diante de uma comissão do Congresso dos Estados Unidos, após novas revelações sobre sua ligação com Epstein.
Próximos passos e consequências
Com o material público, cresce a pressão por investigações formais e depoimentos internacionais. Personalidades citadas nas páginas de Epstein enfrentam novo escrutínio, e pedidos por transparência devem continuar em ambos os lados do Atlântico.
As autoridades norte-americanas encerraram a revisão dos documentos, e o vasto conjunto de arquivos promete alimentar apurações jornalísticas e demandas oficiais pelos próximos dias.