quinta-feira, junho 4, 2026

As táticas de Putin para manter o apoio dos bilionários russos | G1

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"title": "Como Putin Transformou Bilionários Russos em Apoiadores Silenciosos: De Críticos a Aliados na Economia de Guerra",
"subtitle": "Sanções Ocidentais Falharam em Criar Oposição; Políticas de Recompensa e Punição Garantem Lealdade",
"content_html": "<h2>Putin Usa Tática de Recompensa e Punição para Manter Apoio de Bilionários Russos Frente às Sanções Ocidentais</h2>n<p>As sanções impostas pelo Ocidente após a invasão da Ucrânia não conseguiram transformar os super-ricos russos em oponentes do Kremlin. Pelo contrário, as políticas de Vladimir Putin, que combinam recompensas e punições, têm consolidado o apoio desses empresários, tornando-os apoiadores silenciosos do regime.</p>n<p>A estratégia de Putin garante que a elite econômica russa permaneça alinhada aos seus interesses, mesmo diante de um cenário internacional hostil. Essa dinâmica tem moldado o cenário político e econômico da Rússia, com consequências significativas para o esforço de guerra e a economia nacional.</p>n<p>O caso do bilionário Oleg Tinkov exemplifica a severidade do sistema. Após criticar a guerra publicamente, ele foi forçado a vender seu banco, o Tinkoff Bank, por uma fração de seu valor real. Essa experiência ilustra o poder do Kremlin em silenciar dissidentes e controlar a elite econômica. Conforme divulgado pelo G1, a notícia é que as táticas de Putin para manter o apoio dos bilionários russos têm sido eficazes, transformando críticas em apoio silencioso.</p>nn<h3>A Ascensão e Queda dos Oligarcas e o Novo Pacto com Putin</h3>n<p>Nos anos seguintes ao colapso da União Soviética, a Rússia viu o surgimento de uma nova classe de bilionários, conhecidos como oligarcas, que acumularam vastas fortunas a partir de empresas estatais. Inicialmente, esses magnatas possuíam considerável influência política, chegando a orquestrar a ascensão de Putin ao poder. Boris Berezovsky, um dos oligarcas mais poderosos, lamentou posteriormente ter apoiado Putin, descrevendo-o como um futuro tirano.</p>n<p>No entanto, a influência dos oligarcas foi gradualmente suprimida. A morte misteriosa de Berezovsky no Reino Unido, em 2013, marcou o fim de uma era. A partir daí, Putin consolidou seu controle, e a capacidade dos bilionários de influenciar diretamente as decisões do Kremlin diminuiu drasticamente, sendo substituída por uma lealdade mais controlada.</p>nn<h3>O Impacto das Sanções e a Mobilização da Economia de Guerra</h3>n<p>A invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022 pegou muitos bilionários russos desprevenidos. Horas após a ordem de invasão, Putin reuniu-se com os mais ricos do país no Kremlin, expressando a expectativa de que continuariam trabalhando juntos. A reunião, descrita pelo G1 como com participantes "pálidos e privados de sono", sinalizou o início de um período de incerteza.</p>n<p>As sanções ocidentais e o enfraquecimento do rublo tiveram um impacto inicial severo. De acordo com a revista Forbes, até abril de 2022, o número de bilionários russos caiu de 117 para 83, com uma perda coletiva de US$ 263 bilhões. Contudo, essa situação mudou rapidamente.</p>nn<h3>Benefícios da Guerra: Novos Bilionários e Riqueza Recuperada</h3>n<p>Os anos seguintes à invasão revelaram os imensos benefícios de se alinhar à economia de guerra de Putin. Os gastos militares impulsionaram o crescimento econômico russo, com taxas superiores a 4% ao ano em 2023 e 2024. Isso beneficiou até mesmo aqueles que não estavam diretamente envolvidos em contratos de defesa.</p>n<p>Em 2024, mais da metade dos bilionários russos tem alguma ligação com o fornecimento militar ou se beneficiou da invasão, segundo Giacomo Tognini, da Forbes. A lista da Forbes deste ano registrou o maior número de bilionários russos, 140, com um patrimônio coletivo de US$ 580 bilhões, próximo ao recorde pré-guerra. Isso demonstra a capacidade de Putin em **mobilizar os bilionários e seu dinheiro para apoiar a economia de guerra russa**.</p>nn<h3>Punição e Lealdade: A Tática de Controle de Putin</h3>n<p>Paralelamente aos benefícios oferecidos aos apoiadores, Putin tem punido rigorosamente aqueles que se recusam a seguir suas diretrizes. O caso de Mikhail Khodorkovsky, que passou 10 anos na prisão após questionar o poder, é um lembrete constante do destino reservado aos dissidentes. Desde a invasão, a maioria dos mega-ricos russos manteve-se em silêncio, e os poucos que se opuseram publicamente foram forçados ao exílio e à perda de grande parte de suas fortunas.</p>n<p>As sanções ocidentais, em vez de gerar oposição, acabaram por **unir os bilionários russos em torno do Kremlin**. Alexander Kolyandr, do Centro de Análise Política Europeia (CEPA), explica que a falta de alternativas claras para escapar das sanções, como o congelamento de ativos e o confisco de bens, impediu qualquer plano de deserção. Isso forçou os bilionários a se alinharem, fortalecendo o controle de Putin sobre seus recursos e apoiando a economia de guerra.</p>nn<h3>O Vazio Deixado por Empresas Estrangeiras e o Novo Exército de Leais</h3>n<p>O êxodo de empresas estrangeiras após a invasão criou um vácuo que foi rapidamente preenchido por empresários próximos ao Kremlin. Esses indivíduos puderam adquirir ativos lucrativos a preços baixos, criando um novo "exército de leais influentes e ativos", como descreve Alexandra Prokopenko, do Carnegie Russia Eurasia Center. O futuro desses novos magnatas está intrinsecamente ligado à continuidade do confronto entre Rússia e Ocidente.</p>n<p>Essa estratégia tem sido um sucesso para Putin, que mantém um controle firme sobre as figuras influentes do país. Em 2024, 11 novos bilionários surgiram na Rússia através desse mecanismo, segundo Giacomo Tognini. A política de **recompensa e punição** garante que a elite econômica russa permaneça como um pilar fundamental para o regime e seu esforço de guerra.</p>"
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