quinta-feira, junho 4, 2026

Ataque em Kherson no Ano Novo: governador pró-Rússia afirma que 24 pessoas morreram após ataque com drones em vila costeira, Kiev é acusada

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Governador pró-Rússia relata que três aparelhos atacaram pontos de celebração em Khorly, com vítimas e feridos, enquanto controvérsia sobre autoria persiste

Uma onda de violência atingiu as comemorações de Ano Novo em uma vila costeira da região de Kherson, com autoridades locais relatando múltiplas vítimas e feridos.

Segundo a autoridade instalada por Moscou, o ataque teria sido realizado por drones e atingiu um hotel e um café onde havia festejos da virada.

As informações sobre mortos e feridos vieram de agências ligadas às autoridades russas, e a acusação contra a Ucrânia não foi confirmada por fontes independentes.

conforme informação divulgada pelo g1

O ataque e as vítimas

De acordo com relatos divulgados pelas autoridades pró-Rússia, três drones ucranianos atingiram o local das comemorações de Ano Novo em Khorly, uma vila costeira, em um ataque que ele descreveu como “deliberado”. A responsabilidade pela declaração foi atribuída ao governador instalado por Moscou.

Agências estatais russas informaram que ao menos 24 pessoas morreram e outras 29 ficaram feridas, com base em informações do braço local do Ministério de Emergências da Rússia. Essas contagens foram amplamente divulgadas pelos veículos estatais, mas não foram verificadas de forma independente.

Em comunicado sobre o episódio, foi registrado que As Forças Armadas da Ucrânia não responderam de imediato a um pedido de comentário enviado por e-mail, e Saldo não apresentou imagens nem outras evidências que permitissem à Reuters confirmar a acusação, conforme divulgado pelas agências que cobriram a notícia.

Contexto da disputa por Kherson

Kherson é uma das quatro regiões que a Rússia declarou integrar ao seu território em 2022, uma medida condenada por Kiev e pela maioria dos países ocidentais, que a consideram uma anexação ilegal.

Moscou mantém controle sobre cerca de dois terços da região de Kherson, enquanto as forças ucranianas retomaram partes do território no final de 2022, o que tornou a área palco de confrontos e ataques com drones e mísseis.

Além do impacto humano imediato, a sequência de ataques tem afetado infraestrutura, e ambos os lados vêm se acusando mutuamente de atingir alvos civis e de energia, provocando apagões e problemas de aquecimento no inverno.

Reações, diplomacia e possíveis desdobramentos

O episódio ocorreu em meio a movimentações diplomáticas para uma possível negociação, o episódio em Kherson ocorre em um momento de intensificação das iniciativas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para tentar encerrar a guerra na Ucrânia, segundo as informações publicadas.

Relatos também indicam que representantes norte-americanos realizaram negociações separadas com os dois lados antes do Ano Novo, um esforço que ganha nova urgência diante da escalada de ataques e das acusações mútuas.

No plano militar, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia afirmou que tropas russas avançam sobre defesas ucranianas, e informou que Gerasimov declarou ainda que o presidente Vladimir Putin ordenou a ampliação de uma zona de segurança nas regiões ucranianas de Sumy e Kharkiv ao longo de 2026, medida que segundo a Rússia visa afastar forças ucranianas da fronteira.

O caso segue sem confirmação independente sobre a autoria do ataque e com pedidos de explicações e investigações por parte de observadores internacionais, enquanto a população local lida com o rescaldo humanitário e com o receio de novas ações.

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