Atleta ucraniano recebe doação de mais de US$ 200 mil após desclassificação nas Olimpíadas por capacete com homenagem a mortos, Shakhtar anuncia apoio
Valor equivale ao prêmio da Ucrânia para medalha de ouro, doador é dono do Shakhtar Donetsk, atleta foi barrado por usar capacete com imagens de colegas mortos na guerra
O atleta ucraniano acabou impedido de disputar a prova depois de ser proibido de usar um capacete que homenageava colegas mortos na guerra com a Rússia.
Em resposta, o dono do clube de futebol Shakhtar Donetsk anunciou uma doação que cobre o valor simbólico do prêmio que a Ucrânia paga a quem conquista ouro em Olimpíadas.
As informações sobre a desclassificação e a doação foram divulgadas pela imprensa, conforme informação divulgada pelo g1
Doação e reação oficial
O dono do Shakhtar Donetsk anunciou uma doação de mais de US$ 200 mil ao atleta de skeleton, quantia equivalente ao prêmio em dinheiro que a Ucrânia paga a atletas que conquistam medalha de ouro em Jogos Olímpicos.
Em comunicado, o presidente do Shakhtar, Rinat Akhmetov, afirmou, “Vlad Heraskevych foi privado da oportunidade de competir pela vitória nos Jogos Olímpicos, mas retorna à Ucrânia como um verdadeiro vencedor”, seguindo a notícia divulgada pelo g1
Motivo da desclassificação
O competidor foi desclassificado antes de competir na quinta, dia 12, depois que a Federação Internacional de Bobsled e Skeleton entendeu que as imagens no capacete violavam as regras sobre a expressão de atletas nos Jogos.
Heraskevych havia sido autorizado a treinar com o capacete por vários dias em Cortina d’Ampezzo, mas perdeu um recurso na Corte Arbitral do Esporte poucas horas antes das duas últimas descidas de sua prova.
Posição do COI e alternativas propostas
O Comitê Olímpico Internacional advertiu o atleta de que não poderia usar o capacete durante a competição, por entender que isso violaria a regra que proíbe manifestações políticas nas áreas de competição.
O COI sugeriu uma alternativa, que incluía o uso de uma braçadeira preta e a exibição do capacete antes e depois da corrida, mas manteve a proibição do uso dentro da pista.
Repercussão e contexto humano
O caso recebeu elogios do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e atenção internacional, por misturar esporte, lembrança de vítimas e regras de neutralidade em eventos olímpicos.
O atleta de 27 anos usa o espaço da competição para prestar homenagem a colegas mortos na guerra, e a doação do Shakhtar foi apresentada como um gesto de solidariedade após a desclassificação.
O episódio levanta debate sobre limites entre expressão pessoal e regulamentos olímpicos, incluindo como atos de memória são tratados em tempos de conflito.