Augusto Lima, dono do Banco Pleno e ex-sócio de Daniel Vorcaro, alvo da Operação Compliance Zero, suas conexões políticas, compra do Credcesta e impacto na liquidação

Perfil e controvérsias de Augusto Lima, controlador do Banco Pleno desde julho de 2025, sua atuação no Banco Master, a expansão do Credcesta e as suspeitas que motivaram prisões

Augusto Lima ganhou destaque ao comprar a rede de supermercados Cesta do Povo durante a privatização da Empresa Baiana de Alimentos, e a partir daí ampliou negócios financeiros na Bahia e no país.

Ao assumir o controle do Banco Pleno em julho de 2025, Lima passou a figurar no centro de operações financeiras que se relacionaram com o Banco Master e com a oferta do cartão Credcesta a servidores públicos.

O nome dele voltou a aparecer com força após a liquidação do banco e as investigações que envolveram prisões e requerimentos de quebra de sigilo, conforme informação divulgada pelo g1.

Trajetória empresarial e aquisições

Augusto Lima iniciou atuação empresarial na Bahia e se tornou conhecido nacionalmente após a compra da Cesta do Povo, operação que incluiu o controle do Credcesta, um cartão de benefícios voltado a servidores públicos municipais e estaduais.

Com a expansão do produto em parceria com o Banco Master, o Credcesta deixou a operação regional e passou a ter alcance nacional, segundo informações publicadas pelo g1.

Expansão do Credcesta e aponta­mentos da CPMI do INSS

Segundo um requerimento da CPMI do INSS para a quebra de sigilo bancário de Lima, a ampliação do Credcesta transformou o cartão em um produto de crédito consignado “que se disseminou pelo país e passou a integrar carteiras negociadas com fundos de investimento e outras instituições financeiras”.

O documento citado pela reportagem também aponta que parte relevante desses créditos ofertados a aposentados e pensionistas não foi informada às autoridades ou não possuía recursos e estrutura suficientes para operar dentro das regras, conforme apurado pelo g1.

Relação com o Banco Master, prisões e a Operação Compliance Zero

Lima já foi CEO do Banco Master, e a relação com o grupo inclui uma antiga sociedade com Daniel Vorcaro. Em novembro do ano anterior, ele foi preso preventivamente pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero, ação que investiga irregularidades associadas ao banco.

Além disso, relatos citados pela reportagem indicam que Lima procurou o ex-ministro Ricardo Lewandowski para atuar como consultor jurídico do Banco Master, com intermediação do líder do governo Jaques Wagner, e que participou de reunião de Vorcaro com o presidente Lula no fim de 2024.

Liquidação do Banco Pleno e impacto para credores

Segundo o g1, “A liquidação extrajudicial do Banco Pleno, decretada nesta quarta-feira (18) pelo Banco Central do Brasil (BC),” trouxe à tona as conexões e os riscos financeiros da operação sob o comando de Lima.

A situação do Pleno tem consequências diretas para clientes e investidores, e levantamentos sobre passivos e garantias seguem em atualização. Em reportagens relacionadas, o banco foi apontado como tendo 160 mil credores com R$ 4,9 bilhões a receber em garantias, informação divulgada pelo g1 em cobertura sobre a liquidação.

Conexões políticas e reações

Fontes citadas pelo blog do Valdo Cruz, e reproduzidas pelo g1, indicam que Augusto Lima mantém proximidade com políticos petistas da Bahia, incluindo o ministro Rui Costa e o senador Jaques Wagner.

Essas relações ganharam atenção pública ao longo das aquisições e da expansão do Credcesta, e passam a ser alvo de escrutínio com as medidas de liquidação e os pedidos de quebra de sigilo vinculados às investigações.

O caso segue em desenvolvimento, com autoridades financeiras e judiciais avaliando responsabilidades e impactos, e reportagens complementares continuam a atualizar fatos e números relacionados ao processo.