Aumento de navios e caças dos EUA perto do Irã, imagens revelam USS Abraham Lincoln com F-35, 90 aeronaves e 5.680 tripulantes antes de negociações

Satélites e imagens oficiais mostram reforço com porta-aviões, destróieres e caças, evidenciando o aumento de navios e caças dos EUA perto do Irã durante negociações

Imagens de satélite e fotos oficiais mostram um reforço claro da presença militar americana no Oriente Médio nos dias que antecedem as negociações com o Irã.

As imagens localizam o porta-aviões USS Abraham Lincoln próximo à costa de Omã, enquanto movimentos de caças e navios de escolta foram captados por satélites e por autoridades.

Os dois países se reuniram na Suíça para discutir, entre outros temas, o programa nuclear iraniano e a suspensão de sanções, conforme informação divulgada pelo g1.

O que as imagens mostram

As imagens públicas dos satélites europeus Sentinel-2 colocam o porta-aviões no Mar Arábico, a cerca de 240 km da costa de Omã, e em deslocamento pelo mar aberto.

Segundo as imagens e relatos, o USS Abraham Lincoln “transporta 90 aeronaves, incluindo caças F-35, e 5.680 tripulantes.”, informação que explica a dimensão do reforço aéreo e naval na região.

A BBC Verify, citada pelo g1, identificou ao menos 12 navios americanos na área, incluindo o Abraham Lincoln acompanhado por três destróieres de mísseis guiados, além de outros destróieres no Mediterrâneo e no Mar Vermelho.

Movimentação aérea e logística

Além do porta-aviões, houve aumento de caças F-15 e EA-18 estacionados na base de Muwaffaq Salti, na Jordânia, e maior fluxo de aviões de carga, reabastecimento e comunicações vindo dos EUA e da Europa.

Os Estados Unidos também teriam enviado o USS Gerald R. Ford, o maior navio de guerra do mundo, que pode chegar à região nas próximas três semanas, conforme relatos divulgados pelo g1.

Resposta iraniana e exercícios

Em reação à presença americana, a Guarda Revolucionária Islâmica lançou um exercício marítimo no Estreito de Ormuz, com lançamento de mísseis a partir de navios e inspeção de embarcações por comandantes, segundo a agência Tasnim.

O estreito é estratégico para o comércio global de energia, “Cerca de um quinto do petróleo e gás do mundo flui pelo Estreito”, dado citado na cobertura e que reforça a sensibilidade da região.

Contexto estratégico e riscos

Analistas citados pela reportagem afirmam que o atual deslocamento americano tem mais “profundidade e sustentabilidade” do que operações anteriores, com capacidade de sustentar ritmo intenso de operações aéreas e navais.

Justin Crump disse ainda, conforme a matéria, “O que estamos vendo não é apenas preparação para ataques, mas sim uma estratégia de dissuasão mais ampla, capaz de ser ampliada ou reduzida”. A avaliação aponta para uma postura que busca dissuadir respostas iranianas e proteger ativos americanos e aliados.

O reforço, que inclui porta-aviões, destróieres e apoio logístico aéreo, amplia a pressão diplomática no momento das negociações, e eleva o risco de incidentes na região, segundo as análises reunidas pela reportagem do g1.

Conforme informação divulgada pelo g1, a movimentação mostra tanto preparo para ação quanto intenção de dissuasão, enquanto EUA e Irã tentam avançar nas conversas sobre o programa nuclear e sanções.