Aumento ICMS começa a valer em 2026, veja por que gasolina sobe R$ 0,10, diesel R$ 0,05 e botijão tem ajuste e como isso pode afetar preços
Aumento ICMS passa a vigorar hoje, com ajustes por litro e por botijão definidos pelo Confaz, e o Comsefaz aponta variação de preços da ANP como base para o reajuste
O novo aumento do imposto estadual sobre combustíveis e gás de cozinha começa a valer nesta quinta-feira, 1º de janeiro de 2026.
Estados aprovaram o ajuste no segundo semestre, e os novos valores entram em vigor simultaneamente nas unidades federativas.
As informações sobre a medida foram divulgadas à imprensa e compiladas nos estados, conforme informação divulgada pelo g1.
Quanto aumentou na prática
Os valores oficiais do reajuste foram publicados pela decisão do Conselho Nacional de Política Fazendária, Confaz, tomada em setembro do ano passado.
Para a gasolina, haverá uma elevação de R$ 0,10 por litro, para R$ 1,57, para o diesel, o aumento será de R$ 0,05 por litro, para R$ 1,17, e o novo ICMS sobre o gás de cozinha será de R$ 1,05 por botijão.
Por que o imposto subiu
Segundo o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal, Comsefaz, o reajuste considera os preços médios mensais dos combustíveis divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, ANP, no período de fevereiro a agosto de 2025, em comparação ao mesmo período de 2024.
Esse cálculo foi usado pelos estados para atualizar as alíquotas, justificando o aumento do ICMS sobre os produtos que são referência para o transporte e a cozinha das famílias.
Efeitos esperados na economia
Por ser considerado um preço chave, aumentos de impostos sobre combustíveis tendem a se alastrar por toda economia, pressionando custos de transporte, distribuição e, potencialmente, preços ao consumidor.
Este é o segundo ano seguido de aumento do ICMS sobre combustíveis, esse padrão de reajustes pode ter efeitos acumulativos sobre a inflação e sobre o orçamento das famílias.
Contexto e outras influências
Além da decisão tributária, a dinâmica dos preços no mercado também mudou, e a reportagem registrou que a Petrobras abandonou, no começo do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a política de paridade de preços, por meio dos quais os combustíveis eram reajustados com base no preço do petróleo e da variação do dólar.
Especialistas e agentes do setor monitoram o impacto conjunto entre política de preços da petroleira e ajustes fiscais estaduais, para avaliar como os consumidores serão atingidos nas bombas e no bolso doméstico.
Na prática, consumidores devem observar reajustes locais que poderão variar conforme alíquotas estaduais específicas e margens de revenda, mas os valores anunciados pelo Confaz servem como referência nacional para o aumento do imposto.