quinta-feira, junho 4, 2026

Banco Master: Banco Central abre investigação interna para apurar falhas na fiscalização e liquidação extrajudicial, foco em operações de risco de Daniel Vorcaro

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Sindicância sigilosa do Banco Central investiga por que a área técnica demorou a identificar aumento de operações de risco do Banco Master após a liquidação extrajudicial

O Banco Central abriu uma investigação interna para apurar a condução do caso do Banco Master, com o objetivo de identificar eventuais falhas na fiscalização e na liquidação extrajudicial da instituição.

A auditoria, classificada como sindicância sigilosa, começou logo após a liquidação do banco, decretada no ano passado, e foi instaurada pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo, em dezembro.

A principal linha de investigação é entender por que a área técnica demorou a detectar o aumento das operações de risco do banco comandado por Daniel Vorcaro, conforme informação divulgada pelo g1.

O que apura a sindicância

A sindicância busca documentar de forma completa todo o processo que levou à liquidação extrajudicial do Banco Master, com foco em procedimentos de supervisão, troca de informações internas e prazos de identificação de risco.

Entre os pontos examinados está o cronograma de ações da equipe responsável pela supervisão, e se houve falhas que impediram resposta mais rápida a operações atípicas.

O processo é sigiloso dentro do Banco Central, por isso detalhes operacionais não foram tornados públicos, mas a apuração visa responsabilizar eventuais omissões ou erros técnicos.

Saída de diretores e impacto na supervisão

Desde a abertura da sindicância, os diretores Belline Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza, que comandavam o Departamento de Supervisão Bancária, deixaram os cargos, a área responsável por avaliar a saúde das instituições financeiras.

A saída dos diretores acendeu alertas sobre os controles internos do BC na detecção de riscos sistêmicos, e reforça a necessidade de revisão das rotinas de monitoramento adotadas pela área técnica.

Questionamentos do TCU e acordo entre as instituições

A decisão do Banco Central de decretar a liquidação extrajudicial do Banco Master passou a ser questionada por outras instâncias, o que ampliou o alcance da investigação.

O Tribunal de Contas da União determinou inicialmente a realização de uma inspeção, gerando recursos do BC, que depois foram retirados, em movimento descrito como uma saída negociada entre as instituições.

Como resultado do acordo entre BC e TCU, ficou definido que as próximas etapas envolverão diligências técnicas sobre a documentação, e não uma inspeção formal.

O que significa a liquidação extrajudicial e justificativas do BC

Na prática, a liquidação extrajudicial implica no encerramento das atividades do banco, com nomeação de um liquidante para assumir o controle e encerrar operações até a extinção da instituição, que deixa de integrar o sistema financeiro nacional.

No ofício assinado pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, a liquidação do Banco Master foi justificada pela “situação econômico-financeira da instituição” e pela “infringência às normas que disciplinam a atividade bancária”.

O caso também motivou ações no âmbito policial e judicial, e o Master esteve no centro de decisões que envolveram o BC, o TCU e o Supremo Tribunal Federal, enquanto inquéritos e diligências administrativas prosseguem.

Esta reportagem está em atualização, conforme informação divulgada pelo g1.

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