quinta-feira, junho 4, 2026

Banco Pleno em liquidação extrajudicial pelo Banco Central, venda ao ex-sócio de Vorcaro e o que isso significa para clientes e para o mercado financeiro

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Liquidação afeta Banco Pleno e Pleno Distribuidora, medida veio após agravamento financeiro, descumprimento de normas e perda de liquidez, investigação do BC segue em curso

O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno S.A., estendendo o regime também à Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., empresas do mesmo conglomerado.

A decisão foi motivada por piora da situação econômico-financeira, dificuldades de liquidez e descumprimento de determinações do regulador, segundo o comunicado do órgão.

As instituições integravam o grupo do Banco Master e foram vendidas no segundo semestre do ano passado ao empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, conforme informação divulgada pelo g1

Por que o Banco Central decretou a liquidação

Segundo o Banco Central, a medida foi tomada depois do agravamento da situação econômico-financeira da instituição, que passou a ter dificuldade para pagar suas obrigações no dia a dia.

O órgão afirmou ainda que houve descumprimento de normas e de determinações da própria autoridade reguladora, o que contribuiu para a decisão de liquidação.

Em nota, o BC resumiu a motivação da seguinte forma, “A liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil.”

Qual o tamanho e o impacto no sistema financeiro

O conglomerado tinha participação bastante pequena no sistema financeiro, o que reduz o risco sistêmico, segundo dados do Banco Central.

Até setembro do ano passado, o banco concentrava cerca de 0,04% nos ativos totais do setor, que somavam R$ 18,07 trilhões, o equivalente a aproximadamente R$ 7,2 bilhões.

Nas captações, a participação era de 0,05% do total de R$ 13,1 trilhões, cerca de R$ 6,5 bilhões, números que mostram a escala reduzida da instituição dentro do mercado.

O que muda para clientes e administradores

Com a liquidação, os bens dos controladores e administradores ficam indisponíveis, conforme prevê a legislação, e o Banco Central seguirá apurando responsabilidades.

As investigações podem resultar em sanções administrativas e no envio de informações a outras autoridades, conforme prevê a lei, e os procedimentos de liquidação vão determinar pagamentos aos credores na ordem legal.

Próximos passos e informações para o público

O Banco Central informou que continuará a apurar responsabilidades e poderá aplicar sanções, além de encaminhar dados a outras autoridades competentes.

Clientes e investidores devem acompanhar comunicados oficiais do liquidante nomeado e do próprio BC para orientações sobre saldos, retiradas e procedimentos para habilitação de créditos.

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