Banco Pleno entra em liquidação após rebatismos, vendas e reestruturações, Banco Central decreta fim da instituição controlada por ex-sócio de Daniel Vorcaro, 160 mil credores afetados

Liquidação extrajudicial do Banco Pleno pelo Banco Central encerra trajetória de rebatismos e reorganizações societárias, deixando credores e operações em incerteza

A liquidação extrajudicial do Banco Pleno, decretada pelo Banco Central nesta quarta-feira (18), encerra uma trajetória marcada por mudanças de controle, tentativas de reposicionamento e instabilidade operacional.

A instituição surgiu a partir do Banco Indusval & Partners Corretora (BI&P), que foi fundado em 1967 e atuava principalmente no crédito corporativo e no financiamento ao agronegócio.

Em 2019, adotou o nome Banco Voiter, em uma estratégia de enxugamento da estrutura e aposta em soluções digitais, mas sem conseguir estabilizar o negócio, conforme informação divulgada pelo g1.

O que motivou a liquidação

A trajetória de reestruturações societárias e os resultados pressionados levaram a perdas de escala e a problemas operacionais persistentes, segundo apuração do g1.

Além disso, o banco passou por mudanças de controle nos últimos anos, culminando em uma situação em que o Banco Central optou pela liquidação extrajudicial, em decisão anunciada na quarta-feira, deixando operações e processos internos sob revisão.

Histórico de rebatismos e vendas

Originado no Banco Indusval, o grupo tentou reposicionar a instituição com o rebatismo para Banco Voiter e adoção de soluções digitais, e mais tarde atuou sob o nome Banco Pleno. As tentativas de venda e de enxugamento da estrutura não conseguiram estabilizar o negócio.

As sucessivas reorganizações societárias buscavam reduzir custos e atrair novos negócios, porém a instabilidade operacional e os resultados fracos mantiveram o banco vulnerável a medidas regulatórias mais severas.

Credores e valores em jogo

Banco Pleno tem 160 mil credores com R$ 4,9 bilhões a receber em garantias, informação que já constava na cobertura sobre o caso, e que aponta a dimensão do passivo a ser tratado na liquidação.

Com a liquidação extrajudicial, procedimentos para reconhecimento de créditos, levantamento de garantias e pagamento serão conduzidos pelo liquidante designado pelo Banco Central, em conformidade com as normas aplicáveis.

O que vem a seguir

Nos próximos dias, é esperado que o Banco Central e o liquidante publiquem orientações para credores sobre prazos e documentos necessários, além de balanços sobre ativos e passivos do banco.

O desfecho da liquidação vai depender da apuração dos créditos e da realização de ativos, e o impacto final sobre clientes e credores será conhecido à medida que os procedimentos forem avançando, com informações sendo atualizadas pelas autoridades e pela imprensa.