quinta-feira, junho 4, 2026

BC abre sindicância para apurar condução do caso Master, investigação interna busca falhas na fiscalização e na liquidação extrajudicial do Banco Master

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Sindicância quer entender por que área técnica do Banco Central demorou a detectar aumento de operações de risco no caso Master, enquanto TCU e STF intensificam consultas

O Banco Central abriu uma investigação interna para revisar a forma como conduziu o processo relacionado ao caso Master, e o objetivo é identificar eventuais falhas na fiscalização e na liquidação da instituição do banqueiro Daniel Vorcaro.

A auditoria, iniciada logo após a liquidação, pretende sobretudo esclarecer por que a área técnica do BC levou tempo para notar o crescimento das operações de risco no banco, e se houve omissões ou lapsos durante a supervisão.

Nos últimos meses, as decisões sobre o banco geraram questionamentos que envolveram o Tribunal de Contas da União e o Supremo Tribunal Federal, ampliando o impacto institucional do caso.

conforme informação divulgada pelo g1

O que motivou a sindicância

A medida foi determinada pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, porque uma liquidação extrajudicial é um acontecimento grave e exige documentação detalhada do processo. Segundo a apuração, ‘A auditoria é um processo sigiloso e começou logo depois da liquidação do banco, no ano passado.’ O objetivo é mapear atrasos na detecção do aumento das operações de risco e avaliar responsabilidades internas.

Justificativa oficial do BC

No ofício assinado por Gabriel Galípolo, a liquidação do Banco Master foi justificada pela ‘situação econômico-financeira da instituição’ e pela ‘infringência às normas que disciplinam a atividade bancária’. A liquidação foi decretada após suspeitas sobre operações financeiras, que levaram o BC a encerrar as atividades do banco, em novembro.

Reação do TCU e acordo para diligências técnicas

O TCU questionou a decisão do BC e chegou a determinar a realização de uma inspeção para analisar documentos do processo de liquidação. O BC apresentou recursos, e houve uma reunião entre o presidente do TCU, Vital do Rêgo Filho, e o presidente do BC. ‘Em 12 de janeiro, o Banco Central retirou o recurso.’ Em seguida, as partes acordaram que os próximos passos envolveriam diligências técnicas sobre a documentação, e não uma inspeção formal.

Consequências e próximos passos

Com a sindicância interna em curso, o BC busca tanto esclarecer pontos técnicos quanto reforçar a prestação de contas sobre a decisão que resultou no encerramento do banco e na nomeação de um liquidante, responsável por assumir o controle e encerrar as operações até a extinção da instituição.

Além disso, o caso ganhou outras frentes de apuração, como a Polícia Federal, que, no contexto do episódio, ‘Caso Master: PF abriu inquérito pra investigar ataques de influenciadores ao Banco Central’. O desfecho da sindicância do BC deve influenciar futuras análises do TCU e do STF, e pode apontar recomendações para aperfeiçoar a supervisão bancária.

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