Queda prolonga aversão a risco, bitcoin recua a US$ 70.256, investidores reavaliam ganhos pós-eleição de Trump e acompanham discussão da Lei CLARITY no Senado
O preço do bitcoin voltou a cair nesta quinta-feira, em meio a um clima de maior aversão a ativos considerados de risco, com vendas em tecnologia e também em metais preciosos.
Após atingir níveis recordes nos meses seguintes à eleição de Donald Trump, a criptomoeda perdeu parte dos ganhos e chegou a operar abaixo de US$ 70 mil, revertendo a trajetória de alta recente.
Os dados e informações sobre a movimentação do mercado foram reportados publicamente, conforme informação divulgada pelo g1.
Queda e números do mercado
Por volta das 9h, o bitcoin era negociado em queda de 3,26%, a US$ 70.256, o equivalente a cerca de R$ 370.100, prolongando a queda associada à menor disposição dos investidores para ativos mais arriscados.
O ativo chegou a ser cotado brevemente a US$ 69.821,18, ou R$ 367.800, segundo as informações divulgadas, marcando a primeira vez desde a eleição de novembro de 2024 que o bitcoin voltou a operar abaixo de US$ 70 mil.
Nos últimos meses, o bitcoin teve momentos de grande alta, superando pela primeira vez a marca de US$ 100 mil, ou R$ 526 mil, e alcançando um recorde de US$ 126.251,31, equivalente a R$ 665 mil, antes de passar por nova correção.
Fatores que pressionam o bitcoin
Analistas atribuem a perda de fôlego a um conjunto de fatores, entre eles, uma menor tolerância ao risco no mercado, quedas em ações de tecnologia e retração em ativos alternativos como metais preciosos.
Além disso, há incerteza sobre regras para o setor, diante da análise de um projeto sobre moedas digitais nos Estados Unidos, a chamada Lei CLARITY, que está travada no Senado, e não trouxe avanços esperados, segundo analistas.
James Butterfill, analista da CoinShares, afirmou, "Os avanços esperados em relação à lei não vieram", destacando que a falta de consenso legislativo pesa sobre a confiança dos investidores.
O que vem a seguir
O comportamento do bitcoin nas próximas semanas deve seguir vinculado ao apetite por risco global, às notícias sobre a Lei CLARITY e à dinâmica nos mercados de tecnologia, que influenciam fluxos para ativos digitais.
Investidores e observadores devem acompanhar cotações e o andamento das discussões regulatórias, porque uma definição positiva sobre regras pode reverter parte da pressão vendedora, enquanto atrasos mantêm a volatilidade.