Bitcoin cai abaixo de US$ 70 mil e registra menor nível desde reeleição de Trump, volatilidade sobe, CLARITY travada e investidores fogem de ativos arriscados

Queda do Bitcoin para níveis abaixo de US$ 70 mil assinala clima de cautela nos mercados, após recorde de US$ 126.251,31 e incertezas sobre a Lei CLARITY nos Estados Unidos

O preço do Bitcoin voltou a recuar, pressionado por um movimento mais amplo de aversão a risco entre investidores e por dúvidas regulatórias nos Estados Unidos.

O recuo interrompeu parte do rali observado depois da eleição presidencial de 2024, quando a criptomoeda alcançou máximas históricas e atraiu atenção de mercados e autoridades.

Os números e comentários sobre regras do setor passaram a influenciar o humor do mercado, reduzindo a demanda por ativos considerados mais arriscados, conforme informação divulgada pelo g1

Queda intradiária e valores registrados

Em negociação intradiária, o Bitcoin chegou a ser cotado brevemente a US$ 69.821,18, ou R$ 367.800 reais, antes de operar em US$ 70.256, com perda de 3,26% por volta das 9h, segundo dados divulgados pela reportagem.

Esses números mostram que a criptomoeda voltou a testar patamares que não eram registrados desde a eleição de novembro de 2024, quando a valorização acelerou por expectativas políticas favoráveis.

Fatores que pressionam o mercado

Analistas apontam que a queda do Bitcoin ocorre em um momento de menor apetite por risco, com influências vindas do desempenho das ações de tecnologia e do mercado de metais preciosos.

Além disso, a incerteza sobre regras para moedas digitais nos EUA vem pesando, em especial em relação ao projeto conhecido como Lei CLARITY, que está travado no Senado.

James Butterfill, analista da CoinShares, afirmou textualmente, “Os avanços esperados em relação à lei não vieram”, destacando como a falta de progresso legislativo afeta a confiança do mercado em relação ao setor cripto.

Histórico recente e níveis recordes anteriores

O Bitcoin havia registrado um forte rali após a vitória do republicano nas eleições, ultrapassando pela primeira vez a marca de US$ 100 mil, cerca de R$ 526 mil, em um recorde que gerou celebração pública.

Depois, a moeda digital chegou a atingir a cotação recorde de US$ 126.251,31, ou R$ 665 mil, antes de entrar em novo ciclo de correção, conforme noticiado pela reportagem.

O que monitorar nas próximas sessões

Os investidores devem acompanhar a evolução das negociações no Senado sobre a Lei CLARITY, sinais de apetite por risco nos mercados globais e a resposta de grandes carteiras e exchanges à volatilidade.

Enquanto persistirem dúvidas regulatórias e uma maior aversão a risco, o Bitcoin pode seguir sujeito a oscilações acentuadas, exigindo cautela de quem opera na criptomoeda.