Bitcoin cai abaixo dos US$ 70 mil, queda prolonga volatilidade após máxima de US$ 126.251 e elevação da cautela por causa da Lei CLARITY
Queda do bitcoin para abaixo de US$ 70 mil amplia aversão a risco após alta pós-eleição de Trump, e incertezas sobre regras nos EUA continuam a pressionar a quem busca retorno em criptomoedas
O mercado de criptomoedas registrou nova rodada de perdas nesta quinta-feira, com o bitcoin recuando para níveis não vistos desde a eleição de 2024, em reação à menor apetência por ativos de risco e ao sentimento negativo em tecnologia e metais preciosos.
Na sessão, a moeda digital chegou a operar abaixo de US$ 70 mil, após avanço extraordinário nos meses anteriores, quando atingiu pela primeira vez a marca de US$ 100 mil e depois bateu recorde em US$ 126.251,31.
Os dados e comentários sobre a movimentação do mercado nesta quinta foram reportados pelo g1, com informações de agências e analistas do setor, conforme informação divulgada pelo g1.
Como o dia se desenhou nos preços
Segundo levantamento, o bitcoin caía 3,26%, a US$ 70.256, o equivalente a R$ 370.100, por volta das 9h, prolongando a sequência de perdas ao longo do dia. Em um momento mais agudo da sessão, a moeda chegou a ser negociada a US$ 69.821,18, ou R$ 367.800.
O recuo acompanhou movimentos mais amplos de aversão ao risco, que atingiram ações de tecnologia e o mercado de metais preciosos, e pesou sobre a cotação após a forte valorização dos meses recentes.
Contexto das altas recentes e a volatilidade
O bitcoin disparou depois da eleição de Donald Trump, visto por apoiadores como um impulsionador do setor, e chegou a superar pela primeira vez a marca de US$ 100 mil, um recorde celebrado publicamente pelo ex-presidente.
Logo depois, o ativo seguiu para uma máxima histórica de US$ 126.251,31, ou cerca de R$ 665 mil, antes de iniciar uma fase de declínio que expõe a natureza volátil da criptomoeda.
Fatores políticos e regulatórios que pesam
Além do movimento de aversão ao risco, o mercado enfrenta dúvidas sobre o futuro das regras para moedas digitais nos Estados Unidos, em especial em torno do projeto conhecido como Lei CLARITY, que está travado no Senado.
Na avaliação de analistas, a falta de avanços regulatórios tem dificultado uma recuperação mais sustentável. Conforme citado no relatório, “Os avanços esperados em relação à lei não vieram”, afirma James Butterfill, analista da CoinShares.
Perspectivas e o que observar
Investidores e gestores devem acompanhar a evolução das negociações no Senado sobre a Lei CLARITY, notícias macroeconômicas que afetem o apetite por risco e o rumo das ações de tecnologia, que têm correlação com o desempenho das criptomoedas.
Enquanto isso, a cotação do bitcoin permanece sensível a movimentos bruscos, e especialistas recomendam cautela para quem considera exposição direta ao ativo, diante da combinação de incertezas políticas e volatilidade do mercado.