A crise aérea causada pelos ataques no Golfo fecha espaço aéreo em nove países, gera pânico em terminais, fere passageiros e paralisa hubs de conexão, afetando rotas globais
Os bombardeios no Oriente Médio provocaram um colapso na aviação regional e em voos intercontinentais, deixando milhares de pessoas sem previsão de embarque.
Centenas de terminais ficaram caóticos, passageiros relataram explosões e pânico, e autoridades locais registraram feridos e uma morte em aeroportos atingidos.
A movimentação atípica provocou desvio de rotas, atrasos longos e cancelamentos em massa, acelerando pedidos de repatriação e ajustes operacionais pelas companhias aéreas, conforme informação divulgada pelo g1.
Escala dos cancelamentos e fechamento de espaço aéreo
A matéria informa que “Pelo menos 2.800 voos foram cancelados apenas no domingo (28)”. A paralisação foi consequência direta dos ataques com mísseis atribuídos ao Irã, em resposta a uma ofensiva americana e israelense do sábado, e da sequência de medidas de segurança adotadas por vários países.
O espaço aéreo foi fechado em nove países estratégicos, entre eles Israel, Irã, Emirados Árabes Unidos, Catar, Síria, Iraque, Kuwait, Bahrein e Omã, o que praticamente paralisou a aviação regional e obrigou companhias a cancelar ou desviar voos, provocando gargalos em vários continentes.
Impacto em hubs do Golfo e vítimas nos aeroportos
Os principais hubs do Oriente Médio foram diretamente afetados. Terminais em Dubai, Abu Dhabi e Doha registraram interrupções nas operações e cenas de pânico entre passageiros, segundo relatos reunidos pela reportagem.
A cobertura indica que, no Aeroporto Internacional de Dubai, “quatro pessoas ficaram feridas”. No Aeroporto Zayed, em Abu Dhabi, “registrou uma morte e sete feridos” após um ataque de drone, e viajantes abrigaram-se em quartos de hotel seguindo orientações de segurança.
Os centros impactados são nós críticos para conexões entre Europa, África e Ásia, e “Estima-se que pelo menos 90 mil pessoas façam conexões diárias nesses terminais”, o que ajuda a dimensionar o alcance do transtorno.
Efeito sobre rotas globais, companhias e custos operacionais
Companhias como Emirates suspenderam operações em Dubai até a tarde de segunda-feira, e a Air India interrompeu voos para Israel, Catar e Arábia Saudita, com previsão de retomada apenas em datas posteriores. A aérea israelense El Al anunciou planos de repatriar cidadãos assim que o espaço aéreo reabrir, e também suspendeu vendas para voos até 21 de março.
Com restrições em corredores aéreos do Golfo, aviões foram obrigados a traçar rotas mais ao sul, sobrevoando territórios alternativos, o que aumenta tempos de voo, consumo de combustível e custos, e eleva chances de atrasos em cascata nas malhas internacionais.
Situação dos passageiros retidos e recomendações
A crise já se espalha por outros continentes. Em Bali, na Indonésia, “mais de 1.600 turistas ficaram retidos” após cancelamentos com destino ao Oriente Médio, e aeroportos em Londres, Paris, Nova Déli e Bangcoc também registraram cancelamentos e atrasos.
Muitos viajantes relatam linhas telefônicas congestionadas, páginas online inacessíveis e falta de informações sobre reabertura de aeroportos. Autoridades e companhias recomendam que passageiros verifiquem o status de seus voos antes de se deslocarem até terminais, e que sigam orientações locais de segurança enquanto esperam por atualizações.
Analistas do setor indicam que as interrupções podem persistir enquanto os ataques continuam, e que os impactos financeiros e logísticos das alterações de rota e dos cancelamentos devem se estender por dias, possivelmente semanas.
Para passageiros, a orientação prática é acompanhar comunicados oficiais das companhias aéreas e dos aeroportos, registrar-se em canais de emergência de embaixadas quando aplicável, e manter planos de acomodação e alimentação enquanto aguardam a normalização, conforme informações divulgadas pela cobertura do g1.