Brasil avalia cotas por empresa para exportação de carne bovina à China, para evitar tarifa de 55% fora da cota e proteger embarques em trânsito
Governo e exportadores discutem limite por empresa para exportação de carne bovina à China, diante da tarifa de 55% aplicada fora da cota
O Brasil se prepara para decidir se adotará cotas por empresa para exportação de carne bovina à China, medida que visa controlar volumes e evitar a sobretaxa chinesa fora da cota.
A decisão está marcada para uma reunião que, segundo a fonte recebida, deve acontecer nesta quinta-feira, com participação do governo e representantes do setor privado.
O tema ganhou urgência por causa da regra chinesa que aplica uma tarifa de 55% fora da cota de importação, e por dúvidas sobre embarques já em trânsito, segundo a informação recebida.
conforme informação divulgada pela fonte recebida.
O que a China estabeleceu e por que isso preocupa
A China estabeleceu no ano passado uma tarifa de 55% para importações que ultrapassem a cota, medida que pode encarecer significativamente lotes brasileiros destinados ao mercado chinês.
Por isso, a proposta de cotas por empresa para exportação de carne bovina à China tem sido discutida como forma de repartir a cota disponível entre exportadores, buscando evitar que volumes excedentes fiquem sujeitos à tarifa elevada.
Dúvidas sobre carne em trânsito
Uma questão ainda em aberto, conforme reportagem recebida, é a situação dos embarques de carne em trânsito quando a China anunciou suas medidas de salvaguarda.
Rua comentou ainda que está “inconclusiva” a questão relacionada aos embarques de carne em trânsito, quando a China anunciou suas medidas de salvaguarda, e que a China não respondeu sobre o assunto.
Dados do setor privado indicam, segundo ele, que esses volumes girariam em torno de 250 mil toneladas, valor que pode impactar a distribuição da cota e a estratégia de exportadores.
Impactos esperados para exportadores e mercado interno
A adoção de cotas por empresa para exportação de carne bovina à China pode redistribuir oportunidades entre grandes e médios exportadores, e influenciar preços e logística das operações.
Exportadores que não consigam encaixar embarques dentro da cota negociada podem enfrentar a tarifa de 55%, o que torna necessário avaliar critérios, prazos e mecanismos de alocação das cotas.
Próximos passos e o que observar
A reunião desta quinta-feira deve apontar se haverá um modelo oficial de cotas por empresa e quais serão as regras para contemplar embarques em trânsito e a eventual resposta chinesa.
Nos próximos dias, o mercado deve acompanhar comunicações oficiais e tentativas de clarificação sobre os 250 mil toneladas em trânsito, e eventuais negociações entre Brasil e China para mitigar impactos da tarifa.