quinta-feira, junho 4, 2026

Brasil avalia cotas por empresa para exportação de carne bovina à China, reunião nesta quinta, risco de tarifa de 55% e incerteza sobre 250 mil toneladas em trânsito

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Governo discute cotas por empresa para exportação de carne bovina à China para evitar tarifa de 55%, e decide nesta quinta-feira sobre inclusão de embarques em trânsito na cota de 2026

O governo federal avalia mecanismos para limitar volumes por empresa nas vendas de carne bovina à China, em reação às medidas anunciadas por Pequim. A medida busca proteger exportadores brasileiros de uma taxa elevada fora do limite acordado.

Entre as alternativas está estabelecer cotas por empresa para dividir a cota de importação e reduzir o risco de que embarques fiquem sujeitos a uma tarifa adicional. A China, no ano passado, estabeleceu uma tarifa de 55% fora da cota de importação.

Reunião para decidir o tema deve acontecer nesta quinta-feira, e autoridades debatem também se cargas já em trânsito entram na cota de 2026, algo que ainda não foi esclarecido por Pequim, conforme informação divulgada pelo g1.

O que está em discussão e por que importa

O foco central é a criação de limites por empresa, para evitar que grandes embarcadores consumam a maior parte da cota, deixando pequenas e médias empresas expostas à tarifa externa de 55%.

Autoridades consideram que as cotas por empresa podem oferecer previsibilidade ao setor, e ajudar a manter o fluxo de vendas para a China sem que parte significativa das exportações seja penalizada.

Embarques em trânsito, a dúvida que pesa

Rua comentou ainda que está “inconclusiva” a questão relacionada aos embarques de carne em trânsito, quando a China anunciou suas medidas de salvaguarda. A dúvida é se os volumes a caminho do país asiático estariam ou não dentro da cota de 2026, e, segundo ele, a China não respondeu sobre o assunto.

Dados do setor privado indicam, segundo ele, que esses volumes girariam em torno de 250 mil toneladas. A definição sobre esses embarques pode alterar significativamente o espaço disponível dentro da cota, e o impacto financeiro para exportadores.

Próximos passos e possíveis efeitos no mercado

Além da reunião marcada para quinta-feira, o governo deve avaliar regras de alocação, fiscalização e procedimentos para embarques futuros. Decisões rápidas são vistas como necessárias para evitar incerteza nos contratos e fluxos comerciais.

Se forem adotadas cotas por empresa, o mercado poderá ver um redesenho nas estratégias de venda e logística, com atenção especial para contratos em andamento e para a negociação de volumes ao longo de 2026.

O tema envolve, portanto, elementos comerciais e diplomáticos, e ficará no centro das negociações até que haja uma resposta clara da China sobre embarques em trânsito e a manutenção da tarifa de 55% fora da cota de importação.

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