quinta-feira, junho 4, 2026

Brasil bate recorde nas exportações de carne suína em 2025, supera o Canadá e fatura US$ 3,619 bilhões com vendas, Filipinas se tornam maior importadora

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Exportações de carne suína atingem novo patamar em 2025, com crescimento em volume e receita, e mudança nos principais destinos do produto brasileiro

O Brasil registrou em 2025 um recorde nas vendas externas de carne suína, impulsionando a presença do país no mercado global.

O resultado foi sustentado por um dezembro mais forte, e pela consolidação de mercados do Sudeste Asiático entre os maiores compradores.

Os dados mostram avanço em volume e em receita, e indicam que o Brasil deve assumir o terceiro lugar entre os maiores exportadores mundiais, conforme informação divulgada pelo g1.

Dados e números de 2025

As exportações brasileiras de carne suína bateram recorde em 2025, mostram dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), divulgado nesta quarta-feira (7).

No ano, as vendas de carne de porco para outros países totalizaram 1,510 milhão de toneladas, volume 11,6% superior ao registrado em 2024, com 1,352 milhão de toneladas.

O desempenho de dezembro contribuiu para o resultado anual, com embarques de 137,8 mil toneladas, volume 25,8% superior ao registrado em dezembro de 2024, quando os embarques somaram 109,5 mil toneladas.

Receita e principais destinos

Em receita, as exportações brasileiras de carne suína totalizaram US$ 3,619 bilhões em 2025, número 19,3% maior em relação ao obtido em 2024, com US$ 3,033 bilhões.

Apenas em dezembro, a receita somou US$ 324,5 milhões, avanço de 25,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, com US$ 258,4 milhões.

O principal destino da carne suína brasileira em 2025 foram as Filipinas, que importaram 392,9 mil toneladas, crescimento de 54,5% em relação a 2024.

Em seguida aparecem China, com 159,2 mil toneladas, variação de -33%, Chile, com 118,6 mil toneladas, variação de +4,9%, Japão, com 114,4 mil toneladas, variação de +22,4%, e Hong Kong, com 110,9 mil toneladas, variação de +3,7%.

Mudança de mercados e declaração da ABPA

Sobre a nova configuração dos destinos, o presidente da ABPA, Ricardo Santin, afirmou o seguinte, “Houve uma mudança significativa no tabuleiro dos destinos de exportação. As Filipinas se consolidaram como maior importadora da carne suína do Brasil, e outros mercados, como Japão e Chile, assumiram protagonismo entre os cinco maiores importadores”, ressalta o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Ele também destacou, “Isso demonstra a efetividade do processo de diversificação dos destinos da carne suína brasileira, o que reduz riscos, amplia oportunidades e reforça a presença do Brasil no mercado internacional, dando sustentação às expectativas positivas para este ano”, ressalta o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Impactos e perspectivas

O avanço das exportações de carne suína eleva a relevância do setor agroindustrial na balança comercial e reforça a estratégia de diversificação de mercados, reduzindo dependência de compradores tradicionais.

Com o Brasil em rota de superação do Canadá na lista de exportadores, produtores e autoridades monitoram a evolução da demanda externa e a manutenção de preços para sustentar o crescimento observado em 2025.

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