quinta-feira, junho 4, 2026

Brasil cria 85,9 mil empregos formais em novembro de 2025, queda de 19,1% ante 2024, pior novembro desde 2020 e 1,9 milhão de vagas no ano

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Relatório do Ministério do Trabalho aponta 1,980 milhão de contratações e 1,894 milhão de demissões em novembro, queda anual em vagas com carteira assinada

A economia brasileira registrou criação de 85,9 mil empregos formais em novembro de 2025, segundo dados divulgados pelo Ministério do Trabalho.

O resultado representa recuo de 19,1% frente a novembro de 2024, quando foram geradas 106,1 mil vagas com carteira assinada.

Ao todo, em novembro foram registradas 1,980 milhão de contratações e 1,894 milhão de demissões, conforme informação divulgada pelo g1.

Dados de novembro e comparação histórica

O balanço mostra que novembro de 2025 foi o pior novembro desde o início da série histórica do novo Caged, em 2020.

Os números para os meses de novembro na série iniciada em 2020 são, em ordem, 2020: 376,4 mil vagas abertas, 2021: 314,1 mil empregos criados, 2022: 127,9 mil vagas abertas, 2023: 121,4 mil vagas abertas, 2024: 106,1 mil novas vagas, 2025: 85,9 mil postos de trabalho formais criados.

Esses dados reforçam a desaceleração na geração de empregos formais em comparação com os dois anos anteriores da série, apesar de manter saldo positivo.

Parcial do ano e tendência

No acumulado de janeiro a novembro de 2025, foram criados 1,9 milhão de empregos formais no país, segundo o Ministério do Trabalho.

Esse total representa queda de 10,9% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram abertas 2,12 milhões de vagas com carteira assinada.

O ministério aponta que essa foi a menor geração de vagas para os onze primeiros meses do ano desde 2023, quando foram abertas 1,78 milhão de vagas formais.

Caged, Pnad e o que os números significam

Os dados utilizados vêm do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o Caged, que considera apenas trabalhadores com carteira assinada.

Por isso, os resultados do Caged não são comparáveis com as taxas de desemprego do IBGE, coletadas pela Pnad Contínua, que incluem o mercado informal.

Em resumo, embora ainda haja criação de vagas com carteira assinada, a geração de empregos formais mostrou arrefecimento em novembro e no acumulado do ano, segundo o levantamento citado.

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