quinta-feira, junho 4, 2026

Brasil registra 4 milhões de afastamentos do trabalho em 2025, recorde em cinco anos, com dores na coluna e saúde mental entre as principais causas de licença

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No detalhe, os afastamentos do trabalho cresceram em 2025, com dores na coluna, hérnia de disco e alta em licenças por transtornos mentais que pressionaram os números

O país registrou um aumento significativo nos pedidos de benefício por incapacidade temporária em 2025, com impacto direto no mercado de trabalho e na proteção social.

As doenças da coluna seguem na frente, mas os transtornos mentais ganharam peso e bateram um novo recorde no período.

Os dados, consolidados por órgãos oficiais, apontam para padrões que combinam fatores físicos e emocionais, com consequências para empregadores e segurados, conforme informação divulgada pelo g1.

Principais causas e números

Em 2025 foram contabilizados cerca de 4 milhões de afastamentos do trabalho por doença, o maior total dos últimos cinco anos.

A principal causa foi a dorsalgia, a dor nas costas, com 237.113 pedidos concedidos de benefício no ano.

Em seguida aparecem os transtornos de discos intervertebrais, como a hérnia de disco, com 208.727 afastamentos registrados.

Outra estatística de destaque foi o aumento nas licenças por saúde mental, com mais de 546 mil afastamentos relacionados a transtornos mentais em 2025, um recorde pelo segundo ano em uma década.

Como funciona o benefício por incapacidade temporária

O auxílio por incapacidade temporária é concedido pelo INSS quando o segurado fica incapaz de trabalhar por mais de 15 dias, após perícia médica que avalia a necessidade do afastamento.

Nos primeiros 15 dias o salário é pago pela empresa, a partir do 16º dia o pagamento passa a ser feito pelo INSS, enquanto durar a incapacidade, sujeito a novas perícias.

Para ter direito ao benefício é preciso apresentar laudos, atestados e exames que comprovem a condição, e cada afastamento é contabilizado separadamente nas estatísticas oficiais.

O que os números mostram sobre a saúde do trabalhador

Os dados indicam que questões músculoesqueléticas, como dorsalgia e hérnia de disco, continuam sendo a principal razão de afastamento, refletindo condições de trabalho, repetitividade e envelhecimento da força de trabalho.

Ao mesmo tempo, o crescimento das licenças por transtornos mentais aponta para uma crise de saúde mental que se aprofundou nos últimos anos, com ansiedade e depressão respondendo por parcela crescente dos pedidos.

Esse cenário combina impactos diretos na produtividade, nos custos para empresas e no sistema de seguridade, e revela a necessidade de políticas de prevenção e de cuidado integrado entre saúde ocupacional e saúde mental.

Implicações práticas para trabalhadores e empregadores

O aumento dos afastamentos do trabalho exige atenção maior de empregadores, com medidas de ergonomia, programas de acompanhamento médico e ações de suporte psicológico.

Do lado do trabalhador, a documentação médica e o acompanhamento regular são essenciais para garantir acesso ao benefício quando necessário, e para acelerar a volta ao trabalho com segurança.

Com números que mostram crescimento em múltiplas frentes, o debate sobre prevenção, reabilitação e suporte no trabalho tende a ganhar espaço nas agendas públicas e privadas nos próximos anos.

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