Dados exclusivos do g1 apontam aumento nos afastamentos do trabalho e nos benefícios por incapacidade temporária, com dorsalgia, hérnia de disco e ansiedade e depressão em alta
O volume de licenças médicas voltou a subir em 2025, impulsionado por problemas na coluna e por transtornos mentais que têm tirado trabalhadores das funções.
As estatísticas recentes mostram uma combinação de causas físicas e emocionais que elevou o número total de pedidos de benefício por incapacidade temporária.
Os números e as explicações sobre como funciona o pagamento e quem tem direito estão detalhados a seguir, conforme informação divulgada pelo g1.
Quais doenças mais afastaram trabalhadores
Entre as causas, as dores nas costas dominam, com destaque para a dorsalgia, que “foi a principal causa de afastamento de licença, com 237.113 pedidos concedidos. Ela se mantém no topo do ranking desde 2023.”
Logo atrás aparecem “outros transtornos de discos intervertebrais, como a hérnia de disco, responsáveis por 208.727 afastamentos.” Esses números colocam as doenças da coluna no centro da alta nos afastamentos do trabalho.
Crescimento dos afastamentos por transtornos mentais
Uma mudança de perfil chama atenção, porque os problemas emocionais avançaram e passaram a disputar espaço com as causas tradicionais.
No ano anterior, “o país enfrentava uma crise de saúde mental, com o maior número de licenças causadas por transtornos mentais em 10 anos.” Em 2025, os casos de ansiedade e depressão cresceram, e, se somados, já formam o segundo maior motivo de afastamentos do trabalho no Brasil.
Como funciona o benefício do INSS
O benefício é concedido quando o segurado precisa se afastar do trabalho por mais de 15 dias e passa por perícia médica do INSS, para avaliar a incapacidade temporária.
Sobre o pagamento, os procedimentos seguem a regra conhecida, “Durante os primeiros 15 dias, o salário é pago pela empresa. A partir do 16º dia, caso a perícia reconheça a incapacidade temporária, o trabalhador passa a receber o valor pago pelo INSS.”
Quanto ao direito ao benefício, “Qualquer pessoa segurada pelo INSS tem direito ao auxílio-doença, incluindo empregados CLT, autônomos, empreendedores, facultativos ou contribuintes individuais.” Também há regras para quem está desempregado, com carência em alguns casos.
O que os números significam para trabalhadores e empresas
As estatísticas consideram cada afastamento separadamente, por isso, “uma mesma pessoa pode ser afastada mais de uma vez ao longo do ano, em licenças distintas, e cada afastamento é contabilizado separadamente nas estatísticas oficiais.”
O quadro aponta para pressão maior sobre empresas e sobre o sistema de perícias, e ressalta a necessidade de prevenção, tanto para as questões ergonômicas relacionadas à coluna, quanto para programas de saúde mental no trabalho.
Os dados citados acima foram divulgados pelo g1 a partir de informações do Ministério da Previdência Social, e ajudam a entender por que o país atingiu o maior número de afastamentos do trabalho em cinco anos.