quinta-feira, junho 4, 2026

BRB aumento de capital: banco propõe emitir até 1,67 bilhão de ações para captar R$ 8,86 bilhões, enquanto GDF oferece nove imóveis de R$ 6,6 bilhões

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BRB aumento de capital com emissão de até 1,67 bilhão de ações visa reforçar o patrimônio do banco, e governo do DF propõe entrega de nove imóveis avaliados em R$ 6,6 bilhões para garantia ou venda

O Banco de Brasília, BRB, pretende emitir até 1,67 bilhão de ações ordinárias nas próximas semanas, em uma operação para captar recursos e fortalecer seu patrimônio.

A proposta aponta para um aumento do capital social em, no mínimo, R$ 529 milhões e, no máximo, R$ 8,86 bilhões, o que elevaria o capital total do banco para R$ 11,2 bilhões.

O plano será levado à Assembleia Geral Extraordinária de acionistas marcada para o dia 16 de março, e envolve também uma iniciativa do governo do Distrito Federal, conforme informação divulgada pelo g1.

Como funciona a oferta de ações e o impacto no capital

Na proposta, o BRB detalha a intenção de emitir até 1,67 bilhão de ações ordinárias, com a meta de elevar o capital social do banco dos atuais R$ 2,34 bilhões para, no cenário máximo, R$ 11,2 bilhões.

O documento também indica que a captação poderá variar, com um acréscimo mínimo esperado de R$ 529 milhões e um limite máximo de R$ 8,86 bilhões. Essas cifras fazem parte da proposta que será submetida à aprovação dos acionistas.

É preciso lembrar que o governo do Distrito Federal é o acionista controlador do BRB, com participação de 71,92% do capital, e terá papel decisivo na aprovação do aumento de capital.

Garantias públicas, empréstimo e os nove imóveis ofertados

Paralelamente à emissão de ações, o governo do DF apresentou um novo projeto para reforçar o patrimônio do banco, propondo a entrega de nove imóveis públicos de grande porte avaliados em R$ 6,6 bilhões.

Os imóveis poderiam ser vendidos ou usados como garantia para um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões, hipótese que aparece no plano preventivo entregue ao Banco Central, segundo o g1.

Entre os imóveis citados estão lotes no SIA vinculados à Caesb, à CEB e à Novacap, a sede abandonada do Centro Administrativo do DF em Taguatinga, e a “Gleba A” de 716 hectares, pertencente à Terracap.

Riscos, justificativa e contexto das medidas

O objetivo do BRB com a emissão de ações e com as garantias públicas é dar mais consistência ao balanço patrimonial, abrandar efeitos de crises e evitar perdas de confiança no mercado, especialmente após as transações mal-sucedidas para a compra do Banco Master.

Com as garantias do GDF, o banco poderia captar recursos com condições mais favoráveis, por exemplo, juros menores, e reduzir pressões sobre seu patrimônio. Em contrapartida, caso não consiga honrar eventuais empréstimos, o BRB e o governo podem ter de alienar esses imóveis para pagar compromissos.

Próximos passos e votação na assembleia

A proposta de emitir ações e a possível medida do GDF ainda precisam ser aprovadas pela Assembleia Geral Extraordinária de acionistas, convocada para o dia 16 de março.

Além da votação dos acionistas, a proposta de entrega dos imóveis precisa ser aprovada pela Câmara Legislativa do DF, onde já enfrenta resistência de opositores e de alguns aliados do governo.

As decisões nas próximas semanas definirão se o BRB seguirá com a capitalização por oferta de ações, se conseguirá utilizar os imóveis como garantia, e como essas medidas repercutirão na governança e na solvência do banco.

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