BRB aumento de capital: emissão de até 1,67 bilhão de ações para captar R$ 8,86 bilhões, GDF propõe entrega de nove imóveis avaliados em R$ 6,6 bi
Proposta de BRB aumento de capital, que vai à assembleia em 16 de março, prevê elevar capital social para R$ 11,2 bilhões, e depende da aprovação do acionista controlador, GDF
O Banco de Brasília anunciou um plano de reforço patrimonial que envolve a emissão de ações e medidas do governo do Distrito Federal para sustentar a instituição.
A operação proposta prevê captar recursos no mercado financeiro e utilizar garantias públicas para melhorar o balanço após transações recentes que abalaram a confiança no banco.
O plano foi apresentado pelo banco e segue para votação dos acionistas, inclusive do governo do DF, acionista controlador, conforme informação divulgada pelo g1.
Detalhes da emissão e números
O BRB pretende emitir até 1,67 bilhão de ações ordinárias para captar, no máximo, R$ 8,86 bilhões, segundo a proposta que será levada à Assembleia Geral Extraordinária, convocada para o dia 16 de março.
Hoje, o capital social do banco é de R$ 2,34 bilhões, e a emissão pode elevar esse montante para R$ 11,2 bilhões, quase quatro vezes o nível atual.
Na proposta, o BRB informa que a captação pode variar, ficando entre um aumento mínimo de R$ 529 milhões e o teto de R$ 8,86 bilhões, caso os investidores aprovem o plano.
Garantias do governo do DF e possíveis impactos
Paralelamente, o governo do Distrito Federal propôs a entrega de nove imóveis públicos, avaliados em R$ 6,6 bilhões, para reforçar o patrimônio do banco.
Os imóveis poderiam ser vendidos ou usados como garantia em um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões, mecanismo que ainda precisa ser aprovado pela Câmara Legislativa do DF.
Com essa garantia do GDF, o BRB teria condições de captar recursos em condições mais favoráveis, com juros menores, e dar mais consistência ao balanço patrimonial, abalado após as transações mal-sucedidas envolvendo a compra do Banco Master.
O que muda para investidores e riscos
A aprovação da operação depende do voto dos acionistas, e o governo do DF detém 71,92% do capital do BRB, o que torna a decisão do GDF determinante para o sucesso da iniciativa.
Se a captação for efetivada, a diluição acionária e o uso de garantias públicas serão pontos observados por investidores, analistas e autoridades regulatórias.
Uma consequência possível é que, caso o empréstimo garantido pelos imóveis não seja honrado no futuro, o BRB e o GDF poderão ser obrigados a alienar esses ativos para cumprir compromissos.
Próximos passos e calendário
O plano de aumento de capital será votado em assembleia no dia 16 de março, e só terá efeito se obtiver a aprovação dos acionistas, incluindo o controlador, GDF.
Além da assembleia, a transferência ou utilização dos imóveis públicos depende de aprovação da Câmara Legislativa do DF, e a proposta enfrenta resistências políticas.
O desfecho da operação definirá se o BRB consegue fortalecer seu patrimônio com a emissão de ações e as garantias do governo, ou se seguirá em busca de alternativas para recuperar a confiança do mercado.