BRB avalia empréstimo, aporte dos controladores e FII com imóveis do GDF para cobrir prejuízo bilionário do Master, plano seguirá ao Banco Central
Banco estuda capitalização com empréstimo do FGC, aporte do governo do DF e criação de Fundo Imobiliário, para enfrentar o prejuízo do BRB gerado por operações com o Master
O BRB informou que estuda várias alternativas para mitigar o impacto financeiro decorrente das transações com o Banco Master, entre elas empréstimo, aporte de acionistas e um fundo imobiliário com imóveis do GDF.
As medidas ainda estão em elaboração e serão encaminhadas ao Banco Central para aprovação, e, se incluídas no plano, precisarão também do aval da Câmara Legislativa do Distrito Federal.
As informações foram divulgadas em comunicado do banco, conforme informação divulgada pelo g1.
Medidas em estudo para a capitalização
O banco lista três alternativas em análise, que podem compor o plano de capitalização: a criação de um Fundo de Investimento Imobiliário com imóveis do governo do Distrito Federal, a contratação de empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Créditos, e aporte dos controladores.
O BRB lembrou que o governo do DF é o acionista controlador, e detém 71,92% do capital do banco, o que torna a participação do GDF uma peça central nas decisões sobre aportes e garantias.
Segundo a instituição, o plano será discutido com o Banco Central, e, se acatado pela autoridade, as propostas ainda devem passar pela aprovação da Câmara Legislativa do DF.
Origem e dimensão do prejuízo
Entre 2024 e 2025, o BRB aportou R$ 16,7 bilhões no Banco Master, valor que virou foco de investigação do Ministério Público por indícios de gestão fraudulenta nessas transferências.
A TV Globo apurou que as estimativas superam os R$ 3 bilhões necessários para cobrir perdas, enquanto a Polícia Federal investiga se houve compra de carteiras de crédito problemáticas e falhas nos processos de análise e governança.
Em novembro, operações da PF e do Ministério Público afastaram do cargo o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, que foi demitido em definitivo em seguida.
Próximos passos, validações e repercussões políticas
O BRB tem prazo até março para apresentar o plano de capitalização ao Banco Central, e qualquer medida que envolva recursos públicos ou imóveis do GDF também exigirá aval da Câmara Legislativa do DF.
O governo do DF, por meio do governador Ibaneis Rocha, reafirmou desde novembro que tem patrimônio suficiente para “socorrer” o BRB, caso necessário, e o banco já informou que o governo havia “sinalizado” a possibilidade de um “aporte direto” para cobrir os possíveis prejuízos.
Por fim, o comunicado do BRB reforça que “Por fim, o Banco reforça que permanece sólido, seguro e operando normalmente”, apontando intenção de manter operações e confiança enquanto as medidas são definidas.