BRB Master prejuízo: plano para cobrir rombo pode incluir empréstimo do FGC, aporte dos controladores e FII com imóveis do DF, estimativas superam R$ 3 bilhões

BRB Master prejuízo, governo do Distrito Federal, que controla 71,92% do banco, avalia empréstimo, aporte e criação de FII com imóveis do DF para capitalizar o BRB

O Banco de Brasília estuda um conjunto de medidas para cobrir o que as primeiras apurações apontam como um rombo financeiro ligado às operações com o Banco Master.

Entre as alternativas em análise estão a contratação de empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Créditos, aportes dos controladores e a criação de um Fundo de Investimento Imobiliário com imóveis do governo do Distrito Federal.

As estimativas preliminares sobre o volume necessário para cobrir as perdas, segundo apuração da reportagem, superam os R$ 3 bilhões, com números ainda em levantamento pela auditoria interna.

conforme informação divulgada pelo g1

Como surgiu o BRB Master prejuízo

O foco da investigação é o conjunto de operações entre o BRB e o Banco Master, que envolveu transferências e tentativas de aquisição ao longo de 2024 e 2025.

No texto das apurações há a informação, que precisa ser destacada, de que o BRB aportou R$ 16,7 bilhões no Banco Master entre 2024 e 2025 – e o Ministério Público vê indícios de gestão fraudulenta nessas transferências, dados que constam nas investigações e estão sendo analisados por auditoria.

Medidas em estudo para capitalizar o banco

O BRB informou que o plano de capitalização ainda está em elaboração e será submetido ao Banco Central para aprovação, e que as alternativas em estudo incluem três frentes principais.

As medidas citadas pelo banco são a criação de um Fundo de Investimento Imobiliário com imóveis do governo do Distrito Federal, a contratação de empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Créditos, e aporte financeiro pelos controladores do banco.

Controle acionário, prazos e autorizações necessárias

O governo do Distrito Federal é o acionista controlador do BRB e detém 71,92% do capital do banco, portanto qualquer aporte direto ou uso de patrimônio público precisará passar por aprovação política local.

Se incluídas no plano de capitalização e chanceladas pelo Banco Central, as medidas também dependerão da validação da Câmara Legislativa do DF, e o BRB tem até março para apresentar o plano oficial.

Consequências e situação operacional

Em nota, o banco afirmou que permanecerá em funcionamento e divulgou que segue operando normalmente, com a mensagem de que Por fim, o Banco reforça que permanece sólido, seguro e operando normalmente.

A investigação da Polícia Federal e do Ministério Público já teve desdobramentos operacionais, com afastamento e demissão do então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, enquanto as apurações sobre eventuais falhas de governança e compra de carteiras problemáticas seguem em curso.

O desfecho das decisões sobre empréstimos, aportes e estrutura do FII, e o valor final do BRB Master prejuízo, dependerá das conclusões da auditoria e das autorizações do Banco Central e da Câmara Legislativa do DF.