quinta-feira, junho 4, 2026

BRB planeja aumento de capital de até R$ 8,86 bilhões com emissão de até 1,67 bilhão de ações, governo do DF oferece nove imóveis como garantia

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BRB aumento de capital, emissão de ações e proposta à Assembleia de acionistas em 16 de março, governo do DF propõe entrega de nove imóveis avaliados em R$ 6,6 bilhões para reforçar patrimônio

O Banco de Brasília apresentou um plano para captar recursos por meio da emissão de ações, com objetivo de fortalecer seu patrimônio e recuperar confiança no mercado.

A proposta prevê oferecer ações aos investidores e conta com apoio financeiro potencial do governo do Distrito Federal, que estuda entregar imóveis públicos como garantia.

O caso seguirá para votação na Assembleia Geral Extraordinária de acionistas marcada para 16 de março, conforme informação divulgada pelo g1.

Detalhes da operação de capital

Segundo o documento do banco, o BRB pretende “emitir até 1,67 bilhão de ações ordinárias” nas próximas semanas, para captar recursos no mercado financeiro.

O objetivo é “aumentar o capital social do BRB em, no mínimo R$ 529 milhões – e, no máximo, R$ 8,86 bilhões”, passando o capital social atual, de R$ 2,34 bilhões, para até R$ 11,2 bilhões caso a captação atinja o montante máximo.

Essa mudança precisa ser aprovada pelos acionistas, entre eles o controlador, o Governo do Distrito Federal, que detém 71,92% do capital do banco.

Imóveis do GDF e a lógica do socorro

Paralelamente à oferta de ações, o governo do DF propôs a entrega de nove imóveis públicos de grande porte, avaliados em R$ 6,6 bilhões, como forma de reforçar o patrimônio do BRB.

O GDF aponta que esses ativos poderiam ser vendidos ou usados como garantia em um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões, operação que ainda precisa passar pela Câmara Legislativa do DF.

O banco também assinalou que essa garantia poderia permitir captar recursos em condições melhores, por exemplo, com juros menores, ajudando a dar mais consistência ao balanço afetado por transações mal-sucedidas para a compra do Banco Master.

Quais imóveis estão na proposta

Entre os ativos citados pelo governo do DF estão lotes no SIA, Trecho Serviço Público, identificados como Lote F, Lote G, Lote I, Lote H, Lote C, Lote B, além do Centro Metropolitano, Quadra 03, Conjunto A, Lote 01, em Taguatinga, e a “Gleba A” de 716 hectares pertencente à Terracap.

O documento indica que parte dessas áreas pertence a órgãos como a Caesb, a CEB e a Novacap, e inclui a sede do Centro Administrativo do DF, abandonada há mais de uma década.

Cronograma, riscos e próximos passos

A proposta de emissão de ações será votada em assembleia no dia 16 de março, e a aprovação do uso dos imóveis depende de aprovação na Câmara Legislativa do DF.

Especialistas ouvidos apontam que, em caso de não pagamento de empréstimos garantidos por esses imóveis, BRB e governo do DF podem ser obrigados a alienar os ativos para honrar compromissos.

O objetivo central do plano é evitar abalos à credibilidade do BRB e assegurar que o banco permaneça sólido, mas a medida enfrenta resistência política e precisa do aval dos acionistas e do Legislativo local.

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