Carne bovina: cota de exportação para a China pode se esgotar em setembro, após volume recorde em janeiro, alerta Centro de Estudos da Esalq da USP

Com as exportações em alta e imposições chinesas, a projeção da Esalq aponta para fim da cota de embarques já em setembro, exigindo respostas rápidas do mercado

O mercado de carne bovina brasileiro vive um início de ano com movimento forte nas exportações, mas enfrenta incertezas sobre o ritmo de vendas para a China.

Pesquisadores ligados à Esalq, em Piracicaba, alertam que o estoque de cota destinado ao país asiático pode se esgotar ainda em setembro, condição que altera planejamento e preços na cadeia.

A expectativa é de que, apesar do cenário desafiador, o setor mantenha otimismo desde que adote estratégias comerciais e sanitárias eficientes, para diversificar destinos e reduzir riscos.

conforme informação divulgada pelo g1

O que diz a projeção

O estudo registra que, com volume recorde em janeiro, a cota de embarques da proteína do Brasil à China se esgota em setembro, projeta USP Centro de Estudos da Esalq, em Piracicaba (SP). Essa estimativa combina dados de exportação e limites impostos pelo comprador, e serve como alerta para produtores e exportadores.

Impacto para produtores e mercado

O fim antecipado da cota pode pressionar preços internos e reduzir margem de exportação para quem depende fortemente do mercado chinês. Para mitigar efeitos, agentes do setor devem reforçar acordos com outros mercados e ajustar calendário de abates e embarques.

Medidas estratégicas recomendadas

Especialistas sugerem, entre outras ações, planejamento de vendas mais flexível, busca por novos compradores e investimento em certificações que facilitem acesso a mercados alternativos. A combinação de logística, políticas comerciais e diálogo com autoridades será determinante para manter o otimismo no setor.