Casa Tés Grama Branco, Sauvignon Blanc–Sémillon do Vale da Grama, foi o único vinho brasileiro escolhido por sommeliers entre 115 rótulos de 16 países na seleção de 2026
Um rótulo do interior de Minas chamou atenção em uma seleção feita por sommeliers de vários países. O reconhecimento destaca um exemplo recente da presença do Brasil no circuito internacional de vinhos.
Trata-se de um branco elaborado com as uvas Sauvignon Blanc e Sémillon, proveniente do Vale da Grama, região conhecida pela tradição cafeeira próxima à Serra da Mantiqueira.
Os dados e descrições que embasam esta reportagem foram divulgados pelo g1, conforme informação divulgada pelo g1
O rótulo brasileiro e suas características
Segundo a publicação, “O Casa Tés Grama Branco, um Sauvignon Blanc–Sémillon do Vale da Grama, foi o único rótulo brasileiro na seleção internacional de 2026.” A menção coloca o vinho entre os destaques nacionais no exterior.
O guia descreve o vinho com precisão sensorial, afirmando que “o vinho tem textura cremosa e notas de raspas de limão, abacaxi e maracujá, o que o torna um acompanhamento perfeito para ceviche.” Essas características explicam a recomendação de harmonização com pratos cítricos e de peixe.
Como foi feita a seleção
A seleção foi conduzida por uma equipe internacional de especialistas, em prova que durou três dias na Inglaterra. “A lista, que não estabelece ranking, selecionou 115 vinhos de 16 países, avaliados por sommeliers de 17 nações na Inglaterra.” Essa metodologia enfatiza o caráter plural do julgamento.
A iniciativa, criada pela William Reed, responsável também pelo The World’s 50 Best Restaurants, reuniu degustadores que avaliaram os rótulos de forma coletiva ao longo das sessões de prova.
Panorama internacional e posição do Brasil
Na lista, a Itália liderou em número de entradas, com destaque para vinhos de Nebbiolo: “A Itália foi o país com maior número de rótulos, 20 no total, sendo 13 tintos.” Portugal vem logo atrás, com 18 vinhos entre brancos, tintos e fortificados.
Para o Brasil, ter um vinho brasileiro entre os 115 rótulos reforça visibilidade, ainda que o país apareça de forma discreta diante de potências históricas. O reconhecimento pode impulsionar interesse por vinhos de regiões menos tradicionais, como o Vale da Grama.
O que muda para produtores e consumidores
O destaque internacional tende a valorizar o produtor e a região, atraindo atenção de importadores e sommeliers. Para quem busca experimentar, a recomendação do guia indica harmonizações claras, como ceviche, que ressaltam a acidez e as notas tropicais do vinho.
Na prática, o selo de presença em uma seleção global costuma abrir portas para maior distribuição e visibilidade, ao mesmo tempo em que coloca sobre o produtor a expectativa de consistência na qualidade.