Caso Epstein: vítimas dizem que agressores continuam ocultos e protegidos após divulgação de mais de três milhões de documentos, fotos e vídeos do DOJ

Divulgação de mais de três milhões de páginas do Caso Epstein gerou protestos de vítimas que afirmam que, mesmo com imagens e vídeos públicos, os homens que abusaram permanecem ocultos e protegidos

As vítimas de Jeffrey Epstein afirmam que seus supostos agressores ‘continuam ocultos e protegidos’, apesar da liberação de milhões de arquivos pela Justiça dos Estados Unidos.

Os documentos divulgados incluem fotos e vídeos, e, segundo autoridades, passaram por processo de revisão antes da publicação.

Conforme informação divulgada pelo g1

O que saiu nos arquivos e números-chave

O Departamento de Justiça publicou mais de três milhões de documentos relacionados ao Caso Epstein, entre eles pelo menos 180 mil imagens e 2 mil vídeos, divulgados na sexta-feira, 30 de janeiro.

Os arquivos mencionam várias figuras públicas, incluindo Donald Trump, Elon Musk, Bill Gates, e o ex-príncipe britânico Andrew, mas, até o momento, nenhum novo acusado foi anunciado.

Reação das vítimas e pedidos de transparência

Em carta assinada por 19 pessoas, algumas identificadas por pseudônimos ou iniciais, as vítimas disseram que os arquivos ‘contêm informações que permitem sua identificação, enquanto os homens que abusaram de nós permanecem ocultos e protegidos’.

Elas exigem ‘a publicação completa dos arquivos Epstein’ e pedem que a procuradora-geral Pam Bondi preste depoimento ao Congresso no próximo mês.

Resposta do Departamento de Justiça

O procurador-geral adjunto Todd Blanche afirmou que a Casa Branca não participou do processo de revisão e que ‘Não disseram a este departamento como fazer nossa revisão, o que procurar, o que censurar, o que não censurar’.

Blanche também declarou, ‘Não protegemos o presidente Trump’, e, ‘Não protegemos nem deixamos de proteger ninguém’, em coletiva de imprensa sobre a divulgação dos arquivos.

Contexto político e próximos passos

A divulgação foi exigida por lei, a Epstein Files Transparency Act, que determinava a publicação de todos os documentos até 19 de dezembro, mas a liberação ocorreu com atraso, segundo autoridades.

O vice-procurador-geral disse que a divulgação ‘marca o fim de um processo muito completo de identificação e revisão de documentos’, porém as vítimas e ativistas mantêm a cobrança por mais transparência e responsabilização dos supostos cúmplices.

Ghislaine Maxwell, ex-companheira de Epstein, cumpre pena de 20 anos por tráfico de menores, e, segundo o Departamento de Justiça, parte dos documentos contém ‘alegações falsas e sensacionalistas’ apresentadas ao FBI antes das eleições de 2020.

Enquanto isso, nomes citados nos arquivos reagiram, como Elon Musk, que alertou para interpretações errôneas de mensagens, e a Fundação Gates, que negou alegações presentes em rascunhos recuperados nos documentos.