quinta-feira, junho 4, 2026

Caso Epstein: vítimas dizem que agressores seguem ocultos e protegidos, pedem publicação completa de mais de 3 milhões de páginas e responsabilização

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Após a liberação de milhões de arquivos, sobreviventes do Caso Epstein afirmam que os homens que as agrediram continuam ocultos e protegidos, e pedem investigação mais ampla e transparência

Vítimas de Jeffrey Epstein realizaram protestos e divulgaram uma carta em que afirmam que, mesmo com a publicação recente dos documentos, seus supostos agressores permanecem ocultos e protegidos.

Elas exigem a publicação completa dos arquivos e pedem que a procuradora-geral Pam Bondi preste depoimento ao Congresso, enquanto autoridades do governo defendem a revisão técnica feita pelo Departamento de Justiça.

As informações e dados sobre a divulgação foram reportados pelo g1, conforme informação divulgada pelo g1

O que foi divulgado e as cifras citadas

O Departamento de Justiça liberou mais de três milhões de documentos relacionados ao Caso Epstein, incluindo, segundo a própria pasta, pelo menos 180 mil imagens e 2 mil vídeos.

Autoridades afirmaram que parte do material contém, ainda, “alegações falsas e sensacionalistas” apresentadas ao FBI antes das eleições de 2020, e que houve um processo extenso de identificação e revisão, embora a publicação tenha ocorrido com atraso em relação ao previsto na lei.

Reações das vítimas e pedidos de transparência

Em carta assinada por 19 pessoas, algumas usando pseudônimos ou iniciais, as vítimas dizem que os documentos permitem sua identificação, enquanto, elas afirmam, “os homens que abusaram de nós permanecem ocultos e protegidos”.

Elas pedem a publicação completa dos arquivos do Caso Epstein e solicitam que a procuradora-geral preste depoimento ao Congresso no mês seguinte, buscando responsabilização além do que foi divulgado até agora.

Posição do Departamento de Justiça e declaração de autoridades

O procurador-geral adjunto Todd Blanche disse que a Casa Branca não participou do processo de revisão e declarou, em coletiva, que “Não disseram a este departamento como fazer nossa revisão, o que procurar, o que censurar, o que não censurar”.

Blanche também afirmou que “Não protegemos o presidente Trump”, e “Não protegemos nem deixamos de proteger ninguém”, negando que materiais comprometedores tenham sido omitidos para favorecer aliados.

Segundo a fiscalização do DOJ, todas as imagens de meninas e mulheres foram censuradas, exceto as que mostram Ghislaine Maxwell, que atualmente cumpre pena de 20 anos por tráfico de menores.

Fragmentos que citam figuras públicas e possíveis impactos

Entre os documentos, há rascunhos e trocas que mencionam figuras públicas, com citações a Donald Trump, Elon Musk, Bill Gates e ao ex-príncipe Andrew, entre outros.

Os registros incluem um rascunho em que Epstein afirma que Bill Gates teve relações extraconjugais, informação negada pela Fundação Gates ao New York Times, e uma mensagem de 2012 entre Elon Musk e Epstein, em que Musk pergunta, “Em que dia/noite será a festa mais selvagem na sua ilha?”.

Autoridades minimizam a expectativa de novas acusações imediatas com base na divulgação, enquanto apoiadores conservadores mantêm que Epstein comandava uma rede voltada a elites globais.

Próximos passos e controvérsias em aberto

A Lei de Transparência dos Arquivos Epstein determinava a publicação até 19 de dezembro, mas o departamento disse que o processo de revisão extenso atrasou a liberação final.

As vítimas e alguns setores do público continuam a pressionar por divulgação completa e por depoimentos no Congresso, em busca de responsabilização mais ampla no Caso Epstein, enquanto o governo dos Estados Unidos afirma que a divulgação seguiu critérios técnicos e nega blindagem a aliados.

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