quinta-feira, junho 4, 2026

Caso Master: FGC recebeu 600 mil pedidos de reembolso de 800 mil credores, saiba quem tem cobertura de até R$ 250 mil e o que muda para investidores

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Saiba como o FGC vai processar os pedidos do Caso Master, quem pode receber indenização de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, e quais ativos não têm proteção

O Fundo Garantidor de Créditos, o FGC, já recebeu 600 mil pedidos do total de 800 mil credores ligados à liquidação do Banco Master, segundo os dados divulgados sobre o caso.

O número elevado de solicitações coloca em foco a cobertura, os prazos e os limites de ressarcimento, e gera dúvidas entre poupadores e investidores sobre quem terá direito ao pagamento.

As informações neste texto reúnem os dados públicos e as declarações oficiais sobre o processo de liquidação, conforme informação divulgada pelo g1.

Quem tem direito à cobertura do FGC

O FGC cobre, por CPF ou CNPJ e por instituição, aplicações como CDB e RDB, Letras de Crédito Imobiliário, LCI, e Letras de Crédito do Agronegócio, LCA, até o limite de R$ 250 mil.

A indenização considera o valor investido mais os rendimentos acumulados até a data da liquidação, respeitado o teto. Exemplo, quem tinha R$ 180 mil aplicados e R$ 100 mil em rendimentos recebe até R$ 250 mil, e o excedente entra na fila da liquidação.

Não têm cobertura do FGC debêntures, CRIs e CRAs, fundos de investimento e títulos fora do sistema de proteção, portanto, investidores nessas categorias não são elegíveis à indenização pelo fundo.

Por que o FGC recebeu 600 mil pedidos e o que isso significa

O grande volume de pedidos reflete a base de clientes do Banco Master e a busca por liquidez imediata após a intervenção. A agilidade do FGC será fundamental para reduzir incerteza, mas a fila de credores ainda precisa ser processada tecnicamente.

O presidente do fundo, Daniel Lima, alertou para riscos operacionais e de segurança, afirmando, “Infelizmente, esse é um problema que afeta todo o sistema financeiro, e o processo de pagamento de garantias pelo FGC também pode ser alvo de criminosos”.

Liquidação do Banco Master e próximos passos

O Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, foi liquidado em 18 de dezembro de 2025 pelo Banco Central, após enfrentar dificuldades financeiras, com alto custo de captação e forte exposição a investimentos considerados arriscados.

Houve tentativas de venda, como proposta do BRB, que não avançaram diante de questionamentos de órgãos de controle, falta de transparência e menções do banco em investigações. No mercado, o alerta aumentou quando o banco passou a oferecer CDBs com rentabilidades muito acima do padrão.

Com a liquidação formalizada, o FGC precisa validar documentos, confirmar saldos e checar elegibilidade dos pedidos antes de efetuar pagamentos, o que pode levar semanas ou meses, dependendo do ritmo das análises e da capacidade operacional do fundo.

O que os investidores devem fazer agora

Investidores com aplicações no Banco Master devem acompanhar os canais oficiais do FGC e do Banco Central, reunir comprovantes de investimentos e rendimentos, e não compartilhar dados sensíveis por canais não oficiais, pois há risco de golpes, conforme alertou o presidente do fundo.

Em caso de dúvidas sobre elegibilidade ou formato do ressarcimento, procure orientação formal do FGC ou de um advogado especializado em direito bancário, para entender prazos, documentos necessários e o posicionamento na fila de liquidação.

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