quinta-feira, junho 4, 2026

Caso Master: Haddad afirma que não houve diálogo entre Fazenda e Banco Central na gestão Campos Neto, e detalha auditoria interna que apura o Banco Master

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No Caso Master, ministro diz que comunicação entre Fazenda e Banco Central só começou com a posse de Gabriel Galípolo, que levou suspeitas de fraude ao MP e à PF

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltou a comentar a investigação sobre o Banco Master e a atuação do Banco Central na fiscalização da instituição, no episódio conhecido como Caso Master.

O Banco Central abriu um procedimento interno em novembro do ano passado para apurar eventuais falhas no processo de fiscalização e na liquidação extraordinária do banco. O procedimento tramita em sigilo, e a apuração já remete a medidas adotadas em gestões anteriores.

A reportagem segue informações obtidas por veículos que cobriram o caso, com foco na auditoria e nas falas oficiais do ministro, conforme informação divulgada pelo g1.

O que disse Haddad sobre a comunicação entre Fazenda e BC

Em entrevista, Haddad afirmou, textualmente, “Não houve dialogo do BC com Fazenda a não ser a partir da posse do [atual presidente, Gabriel] Galípolo. O Gabriel, logo que assumiu, percebeu o tamanho do ‘acabaxi’ que ele tinha, viu que a situação era muito grave, em poucos meses envolveu Ministério Público e Polícia Federal porque havia suspeitas de fraude em carteiras”.

O ministro também declarou, na mesma sequência, “Quando você detecta uma fraude, não tem como manter no interior do Banco Central o problema, porque você não está falando de má gestão, está falando de crime”. As falas foram usadas por Haddad para justificar a atuação conjunta com as autoridades após a identificação de indícios.

Auditoria interna e foco nas gestões anteriores

Segundo relatos publicados no g1 e apurados por blogs que acompanharam o Caso Master, a auditoria interna do Banco Central busca entender por que a área técnica demorou a detectar o aumento das operações de risco do Banco Master.

O procedimento, aberto em novembro do ano passado, analisa especialmente as medidas tomadas desde 2019, período da gestão do então presidente Roberto Campos Neto, conforme apuração do blog da Ana Flor e outras reportagens citadas no g1.

Liquidação extrajudicial e linhas de investigação

A liquidação extrajudicial do banco de Daniel Vorcaro foi motivadora da investigação sobre a atuação do BC, e a apuração sigilosa tenta esclarecer se houve demora na identificação de operações suspeitas.

Defesas de ex-gestores do banco alegaram que a medida foi precipitada, porém, segundo o blog da Ana Flor e apurações citadas no g1, a principal linha de trabalho da auditoria é a de que existiam elementos para a medida ter sido tomada antes.

Além disso, fontes citadas pela cobertura indicam que a percepção de risco levou o atual comando do Banco Central a acionar o Ministério Público e a Polícia Federal em curto prazo, o que reforça a hipótese de suspeita de fraude investigada no Caso Master.

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