quinta-feira, junho 4, 2026

Caso Master: PF aponta que donos do Banco Master e da Reag usaram familiares para ocultar controle de ativos e fundos, e Banco Central decreta liquidação da Reag

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Investigação aponta que filhos, pai, irmã e cunhado de sócios foram colocados à frente de empresas para mascarar a titularidade de ativos e operar desvios no Caso Master

Polícia Federal concluiu, em investigação ligada ao Caso Master, que os donos do Banco Master e do grupo da Reag Investimentos usaram familiares para ocultar o real controle de ativos e fundos de investimento.

Segundo a apuração, Daniel Vorcaro, do Banco Master, e João Mansur, da Reag, aparecem como controladores indiretos, enquanto parentes deles surgiam formalmente à frente dos negócios, o que teria facilitado operações para desviar recursos.

Conforme informação divulgada pelo g1

Como a PF descreve o esquema

A Polícia Federal afirma que houve utilização da Reag para o desvio de valores do Banco Master, e que os filhos de Mansur “foram utilizados para a prática dos crimes”. No mesmo conjunto de provas, a investigação apontou que o pai de Vorcaro, Henrique, a irmã e o cunhado também foram alvo de operação.

O documento citado na apuração inclui a avaliação de que “Tais fatos restaram muito bem elucidados na representação do Banco central por meio de fluxograma que demonstra o uso de diversos FIDIC’S para a operacionalização das fraudes no Banco Master, de modo similar ao verificado na representação policial inaugural”, diz trecho do documento assinado por Toffoli.

Decisão do Banco Central e efeitos imediatos

Na quinta-feira, dia 15, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, nome adotado pela Reag Trust DTVM, gestora do grupo Reag Investimentos. Com a medida, as operações da gestora foram encerradas de imediato.

O BC afirmou que a empresa descumpriu “regras legais e prudenciais exigidas pelo regulador, o que comprometeu a sua capacidade de operar de forma segura e conforme a lei”. A liquidação atinge a instituição, mas não os fundos que permanecem ativos, embora precisem buscar novos administradores.

Próximos passos e desdobramentos da investigação

A Reag é investigada em duas operações da Polícia Federal, incluindo a Operação Compliance Zero, que apura suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Master. As apurações seguem com perícias e análise de documentos para demonstrar fluxos financeiros e eventual responsabilidade penal dos envolvidos.

O avanço das investigações e medidas administrativas, como a liquidação extrajudicial, indicam que autoridades seguem buscando blindar investidores e punir eventuais irregularidades, enquanto clientes e cotistas terão de acompanhar trocas na administração dos fundos vinculados à Reag.

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