quinta-feira, junho 4, 2026

Caso Master: STF deve devolver inquéritos à primeira instância após o Carnaval para afastar desgaste, decisão de Toffoli será chave nas apurações sobre Banco Master, Vorcaro e resort

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Após conversas entre ministros, a expectativa é que os inquéritos do Caso Master sejam remetidos às varas federais de Brasília e de São Paulo logo após o Carnaval, diminuindo o desgaste sobre o STF

O Supremo Tribunal Federal avalia devolver os inquéritos relacionados ao Caso Master para a primeira instância, medida que tem como objetivo afastar a Corte do desgaste político e institucional que envolve as investigações.

A decisão caberá ao relator, o ministro Dias Toffoli, e deve ser tomada depois do Carnaval, em meio a forte pressão interna sobre a condução do processo.

O movimento ganhou força após articulações do presidente do STF, Edson Fachin, com colegas e ex-ministros, conforme informação divulgada pelo g1

Por que o retorno à primeira instância está em discussão

O caso subiu ao STF porque, na operação Compliance Zero, a Polícia Federal apreendeu um documento que citava o deputado federal João Carlos Bacelar, o que levou defesas a alegarem foro privilegiado.

Com a conclusão das investigações da PF, e sem novos indícios envolvendo Bacelar, a avaliação é de que não haveria razões para manter os autos no Supremo, especialmente pela ausência, até o momento, de documentos ou provas que envolvam o deputado.

Críticas à atuação de Toffoli e medidas controversas

Medidas de Toffoli na condução do Caso Master foram classificadas como incomuns e geraram críticas no meio político e jurídico.

Entre as decisões que provocaram polêmica estão, segundo o g1, a determinação para “restringir acesso da PF a celulares apreendidos nas operações policiais“, e a ordem para “acareação entre técnicos do Banco Central, que decretou a liquidação do Master, e executivos do banco de Vorcaro“.

Além disso, há registros de que Dias Toffoli viajou em avião particular junto com advogado do Banco Master, fato noticiado pela imprensa e acrescentado ao debate público sobre a condução do processo.

Movimentos no STF e a voz de Fachin

O presidente do STF, Edson Fachin, antecipou o fim das férias para articular conversas com ministros, ele próprio conversou com Toffoli quase diariamente, e buscou interlocução com outras lideranças, inclusive voando ao Maranhão para falar com Flávio Dino.

Segundo relatos, a devolução dos inquéritos ganhou espaço após a afirmação de Fachin, a pessoas próximas, que, “em uma democracia, não caberia ao presidente do STF retirar de um ministro uma relatoria“.

O que muda para as investigações e próximos passos

Se a devolução for confirmada, os inquéritos voltariam a tramitar separadamente nas justiças federais de Brasília e de São Paulo, onde as apurações já corriam antes de subir ao STF.

Essa mudança tende a deslocar o foco institucional do Supremo, e a expectativa é que a decisão final do relator ocorra rapidamente após o período de Carnaval, com impacto direto nas estratégias de defesa e continuidade das diligências policiais e judiciais.

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