Caso Master: vereador de Erechim diz ‘Tenho tudo registrado’ ao recusar proposta milionária para defender o Banco Master e atacar o BC, e detalha negociações

Vereador do PL com 1,7 milhão de seguidores afirma ter recusado contrato, mostra mensagens e gravações sobre oferta atribuída a Daniel Vorcaro no Caso Master

No vídeo publicado no Instagram, o vereador de Erechim, identificado como Rony, afirma que recusou uma proposta milionária para produzir conteúdos favoráveis ao Banco Master e críticos ao Banco Central, e que, tenho tudo registrado.

Rony, que se apresenta como pré-candidato a deputado federal, disse que recebeu a abordagem por meio de uma agência de marketing digital, que ofereceu um reposicionamento de imagem para um executivo ligado ao caso, com contratação de influenciadores.

Segundo a gravação e as mensagens obtidas, a oferta foi apresentada em uma reunião por aplicativo de vídeo, e o vereador relata detalhes da negociação, incluindo nomes citados, que surgiram na conversa, conforme informação divulgada pelo Blog da Andréia Sadi.

O que o vereador relata sobre a proposta

Rony afirma que, durante a reunião por vídeo, a agência explicou que se tratava de um trabalho de reposicionamento de imagem para um grande executivo, e que havia interesse em contratar influenciadores para produzir conteúdo.

Ele disse que recusou a proposta, e que manteve gravações e trocas de mensagens que, segundo ele, comprovam as ofertas e as condições apresentadas pela agência.

Trecho da negociação e referência a Daniel Vorcaro

Em trecho da conversa citado pelo vereador, aparece a declaração, “Fizemos uma reunião via aplicativo de vídeo e, nessa reunião, ele [representante da empresa] trouxe que se tratava de um reposicionamento de imagem e que se tratava de Daniel Vorcaro, se tratava do Banco Master”, disse o vereador, conforme a gravação obtida pelo Blog da Andréia Sadi.

O relato coloca o nome de Daniel Vorcaro e o Banco Master dentro da negociação, informação que passou a integrar a apuração pública conhecida como Caso Master, e que provocou questionamentos sobre a contratação de influenciadores para atuar em pautas financeiras.

Contratação de influenciadores e pagamentos

De acordo com o material divulgado, a agência havia comunicado a um assessor do vereador que fazia gerenciamento de reputação para um grande executivo e que procurava influenciadores para o trabalho.

Reportagens relacionadas ao caso indicam que influenciadores foram contratados para produzir críticas ao Banco Central, e que houve pagamentos, numa das reportagens, com a informação, “Influencer revela ter recebido R$ 7,8 mil por post com críticas ao BC”, conforme apurado pelo Blog da Andréia Sadi.

Investigação e desdobramentos

Após a divulgação das mensagens e do vídeo, a Polícia Federal informou que vai abrir um inquérito para apurar se influenciadores foram contratados para gravar conteúdos contra o Banco Central e a favor do Master, dentro do que passou a ser chamado de Caso Master.

O vereador diz ter entregado provas e gravações às autoridades, reafirmando que recusou a proposta e que possui registros das negociações, informação que poderá ser verificada no inquérito em andamento.

O episódio amplia o debate sobre uso de influenciadores em campanhas de imagem envolvendo instituições financeiras, e sobre os limites legais e éticos das contratações para repercutir casos sensíveis na esfera econômica e regulatória.