Caso Master: vereador procurado para atacar o BC detalha negociações com agência que ofereceu ‘reposicionamento’ para Daniel Vorcaro e contratou influenciadores
Vereador do PL em Erechim diz que agência procurou assessor em 20 de dezembro de 2025 para ‘gerenciamento de reputação’ ligado ao Banco Master, e que influenciadores foram contratados
O vereador, que se apresenta como pré-candidato a deputado federal, relatou negociações com uma agência de marketing digital sobre um trabalho de imagem relacionado ao Banco Master.
Segundo ele, a agência afirmou tratar de um reposicionamento para Daniel Vorcaro e buscava influenciadores para publicar conteúdos favoráveis ao Master e críticos ao Banco Central.
As informações foram divulgadas em gravações e mensagens obtidas pelo blog, conforme informação divulgada pelo g1.
Como foram relatadas as negociações
O vereador contou que recebeu a informação por meio de seu assessor, que manteve contato com um representante da agência.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar relatou que, “no dia 20 de dezembro de 2025, uma agência de marketing digital entrou em contato com seu assessor dizendo que fazia “gerenciamento de reputação para um grande executivo” e que estava contratando influenciadores para ajudar nesse trabalho”.
Em outra passagem da gravação, ele relata literalmente, “Fizemos uma reunião via aplicativo de vídeo e, nessa reunião, ele [representante da empresa] trouxe que se tratava de um reposicionamento de imagem e que se tratava de Daniel Vorcaro, se tratava do Banco Master”, segundo as mensagens obtidas.
O papel dos influenciadores e o conteúdo contratado
De acordo com as apurações, a estratégia oferecida pela agência incluía a contratação de pessoas com grande alcance nas redes sociais para publicar críticas ao Banco Central e, ao mesmo tempo, promover uma narrativa favorável ao Banco Master.
Reportagens relacionadas apontam que um influencer afirmou ter recebido R$ 7,8 mil por post, em publicações com críticas ao BC, informação que integra a apuração sobre o caso.
Resposta das autoridades e investigação
Após a divulgação das conversas e das denúncias sobre contratação de influenciadores para atacar o BC em benefício do Master, a Polícia Federal informou que vai abrir um inquérito para apurar os fatos.
O procedimento vai verificar se houve pagamento a criadores de conteúdo para produzir material difamatório contra o Banco Central e se há conexão direta com executivos do Banco Master.
Repercussão política e próximos passos
O episódio reacende o debate sobre o uso de redes sociais e campanhas de imagem para influenciar a opinião pública em questões financeiras e regulatórias, e sobre a responsabilidade de intermediários de comunicação.
Fontes apontam que as investigações devem aprofundar a origem dos recursos, os contratos firmados e a participação de agências e assessores, enquanto o caso segue em apuração pela PF e é acompanhado pela imprensa, conforme informação divulgada pelo g1.